sábado, 10 de agosto de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
PERDA DE ENERGIA (Ou diminuição do nível de consciência )
O motivo do homem não ter uma consciência superior, ou
a própria consciência de si, é a maneira errada de comportamento e educação, e
por não ter necessidade de usar essa Consciência em sua vida comum. Isto quer
dizer que ele usa o mínimo para sua vida normal. A pessoa cresce, estuda,
procria, etc. sempre usando o estado de C. de sono desperto, ou C. de sono, ou
raramente, em certos momentos, a consciência de si.
A primeira e a mais fácil de notar é o uso excessivo
de energia em tudo o que se faz, para mudar uma simples cadeira de lugar, se
contrai antes de pegá-la, durante o transporte e depois continua contraindo
toda a sua musculatura durante o seu dia a dia. Fica com os ombros, rosto,
nádegas, braços, pernas, tudo em constante estado de contração. Em vez de usar
esta energia para o desenvolvimento de sua atenção, joga-a fora sem
necessidade. O homem se contrai, para olhar, para deitar, andar, etc. Energia
que deveria armazenar para seu desenvolvimento interior.
A Segunda forma de jogar tudo fora é com as conversas
interiores, para entender isto vamos verificar algumas das formas de
"pensamentos" que temos dentro da cabeça, durante o dia e a noite,
durante o sono. Sabemos que podemos ter imaginações, fantasias e pensamentos,
que dividem em dois tipos um concreto que tem forma, como por exemplo, ao
lembrarmos de alguém vemos seu rosto em nossa cabeça, ou alguma peça, como
pintura, árvore, etc. O outro pensamento é o abstrato, que se apresenta como
som, em vozes, músicas, ruídos, etc. Para qualquer ação exterior, raramente
temos necessidade de conversarmos interiormente. Podemos dizer que o nosso
Centro intelectual está dividido em três partes: uma de forma, uma de sons e
uma de ação ( intelectual, motor e emocional ). E nessas ações temos uma
maneira de usá-las como fantasia, quando tudo o que vem dela tanto de dentro quanto de fora, como sons de
palavras, não é real. A imaginação é o que pensamos e que pode vir a ser real
ou que é real. Matemática, álgebra, desenhos, etc. Podemos chamar isto de
raciocínio, não há necessidade de dar certo a ação, para ser um pensamento ou
raciocínio.Só perdemos energia em fantasias. Para as outras formas de pensamentos,
apenas usamos a energia que está acumulada.
A terceira e mais forte forma de perder energia, é o
rancor e o ódio, que além de serem uma perda enorme de energia, ainda por cima
gastam energia de partes do nosso corpo que nós precisamos para nossa saúde,
provocando com isso doenças diversas.
A raiva vem através da emoção que chamamos de negativa
e usa todos os centros, menos os superiores, em suas manifestações,
desequilibrando o funcionamento da máquina como um todo. Ela só se manifesta
quando estamos sem atenção em nós mesmos, e se inicia, então, a identificação
com os acontecimentos externos, sejam eles quais forem. Aqui temos que ter uma
atenção especial, pois aquilo que conhecemos como sendo "razão", é o
que mais nos faz identificar. Temos sempre que lembrar que o mérito da razão
não tem nenhum significado em
nosso Trabalho , que tem como objetivo apenas a observação de
si. A raiva chega disfarçada e aos poucos se manifesta com toda a sua força num
determinado momento. Já o ódio, é um sentimento latente que se manifesta a
longo prazo. Basta a pessoa lembrar para ele se manifestar, e no momento em que
ele puder se manifestar, os sintomas podem ser quase imperceptíveis
exteriormente, é um sentimento forte, contínuo e que sempre deixa na cabeça uma
satisfação do erro que se comete, enquanto que na raiva pode-se notar um
arrependimento depois do ato. A explosão de raiva tira uma grande parte de
nossa energia de imediato. O ódio tira continuamente toda a possibilidade da
pessoa acordar em nosso
Trabalho de evolução interior.
O que fazer? Como? Quando?
O primeiro passo para armazenar energia é relaxar os
músculos do corpo, não deixá-los tensos. Pois, neste momento alguma atenção já
temos em nós mesmos no centro instintivo, que é a sensação.
O segundo passo, que deve ser simultâneo, é colocar o
máximo de atenção no externo, ver o que está se passando fora do nosso corpo.
O
terceiro passo é não deixar as emoções se manifestarem negativamente; no timbre
de voz, nos nossos movimentos e ao falar nunca tentar ofender ninguém e adotar
uma atitude intelectual dentro da lógica do momento, ou silenciar e aguardar um
melhor momento para expor nossas idéias.
Isto é o início de uma observação de si ( Observação
de Si ), pois a partir daí é que podemos ter a consciência de si (Consciência
de Si ). Sem este início, nada se pode fazer para acordar do estado de sono em
que nos encontramos.
Acúmulo de energia. Por que?
As sensações do corpo; sentimento, percepção,
compreensão, enfim, tudo aquilo que precisamos. Para ter consciência, é
necessário antes ter energia suficiente para aquilo que almejamos, uma evolução
do ser como um todo, dentro do contexto orgânico.
Depois
do relaxamento muscular intencional, observação nas conversas interiores,
atenção no que se passa exteriormente através dos sentidos do centro
instintivo, já que possuímos uma base para continuar.
Se imaginamos falsamente que nossa compreensão atual é
certa, não temos chance de aumentá-la, pois, ninguém procura o que acha que já
tem. E a compreensão sempre é no momento, dentro do nosso nível de ser, mas
todos os homens acham que a sua compreensão é a certa e que a dos outros está
errada. Não estou com isto querendo dizer que a compreensão de um determinado
momento deva ser esquecida, ela deve ser guardada não como um fim, mas como
algo que possuímos e que pode ser aumentado. Como uma moeda dentro de um
cofrezinho, podemos colocar mais moedas, sem desvalorizar a primeira, mas
também sem contar com ela para futura compreensão.
Se nos basearmos unicamente naquilo que já possuímos,
fechamos a porta para um novo entendimento, nos limitamos. Ao nos depararmos
com um novo tipo de fato interior ou exterior, devemos apenas guardá-lo, sem
julgamento ou análise, e sempre desconfiar da primeira, segunda ou as respostas
que nos chegam através do conhecimento que já possuímos. Então, entra um novo
fator, a paciência de esperar sem julgar, aí entra o Tempo, que pode e trás
novos fatos daquilo que percebemos. Uma decisão pode ser certa ou errada num
determinado momento, em outro ela pode ser contrária. Por que? Porque num determinado momento ,
podemos decidir e entender com um centro e uma determinada influência e depois
pode ser outro centro e outros tipos de influência.
Nós não sabemos o porque dos acontecimentos internos e
externos, mesmo que tenhamos o máximo de atenção. Pois existem fatores que os
determinam, que estão fora da nossa compreensão, até do nosso tempo. Vou citar
um exemplo da minha vida: Procuro a todo momento ficar em Observação de Si,
isto é, com Consciência de Si estando sentado em minha escrivaninha, sempre
atento, olho as flechas de índio que tenho e gosto, olho as minhas espadas
japonesas e também gosto, intimamente gosto da cultura e da história árabe e
respeito e tenho profunda curiosidade a respeito da raça negra da África. Por
que? Será que as minhas observações darão a resposta sobre estes fatos
inerentes em minha vida? Será que nos momentos de mais alta observação e
consciência que consigo ter, vou ter as respostas para estes fatos? Pode ter
certeza que não terei respostas para isto. Tive respostas para isto tudo, mas
não foi baseado unicamente nos fatos dentro de meu nível de ser , foi fora e
com uma energia e ajuda superior a minha. Eis o motivo que luto para armazenar
ao máximo as minhas energias que a Observação de Si me proporciona. O preço
desse esforço, não é tanto pelas respostas que nos vem, é necessário se desligar
de nossas mecanicidades, como: "Eu sei, eu sou, eu posso, eu tenho",
tudo isto deve ser deixado de lado e partirmos para uma nova fase de combate
contra estas fraquezas, que nos roubam a chance de "Eu quero mudar, não estou bem como sou,
não possuo o que tenho direito como homem, de possuir. Vou lutar para
conseguir." (2000)
segunda-feira, 22 de julho de 2013
HOMENS 6 e 7

Já comentamos que existem 7 tipos de homens. Os 3 primeiros : motor, intelectual e emocional, são os normais dentro da sociedade e tudo o que vem deles nos leva a dormir (gostos, costumes, práticas...), até os locais que eles gostam de frequentar, desde as suas casas até seus lazeres.
O Homem número 4 tem um outro tipo de gosto e sua vida já
está direcionada a um caminho evolutivo, isto é, ele quer e trabalha para
acordar e guardar mais energia. Desde suas leituras até seus procedimentos
diante da sociedade pode ser igual a dos 3 primeiros tipos, mas sua intenção
real é acordar e para isso ele possui um centro magnético dentro de si. Seus
gostos e costumes já são esmerados, refinados, já sabe escolher aquilo que o
desperta. Seu trabalho interior é definido nesta direção, ele não é levado
pelas circunstâncias externas. Pode até certo ponto deixar ser levado mas o seu
interior já é definido. Desde os locais que frequenta por gostar até dentro de
sua casa a disposição de tudo é para acordar, guardar energia. Enquanto o homem
comum se diverte, brinca, canta, ri pela casualidade dos acontecimentos, o
homem número 4 já não é mais atraído pelos fatores externos. Com isto podemos
dizer que se algo o desgosta, como por exemplo um amigo que não lhe é bem visto
pelos seus costumes, isto não o atinge pois ele não é levado pelo externo. Um
homem número 4 pode até ter sentimentos negativos, mas estes sentimentos não o
levarão a tomar nenhuma decisão em sua vida.
Devemos nos lembrar que as várias visões (mirações) que
nos aparecem em circunstâncias especiais, não mostram o nível de ser que uma
pessoa se encontra. Uma pessoa que pratica os exercícios inicia uma entrada a
uma outra realidade aqui na Terra e fora dela. A sua aceitação do outro mundo o
facilita a conhecê-lo, até usá-lo, mas seu nível de ser pode ser o mesmo de um
homem comum. O Centro Magnético nada mais é do que a força que atrai um
indivíduo ao Trabalho e o mantém nele. Digamos que duas pessoas podem ser
atraídas para o trabalho, uma por ter curiosidade e medo da morte e outra por
possuir um Centro magnético real. Enquanto o primeiro se mantém no Trabalho
enquanto este o satisfaz socialmente ou naquilo que ele espera do Trabalho o
outro é bem diferente, quanto maiores os
obstáculos que lhe aparecem mais o seu desejo se apresenta como vontade. O
mundo externo já não é para ele um atrativo e sim um local de evolução. Se ele está num campo de futebol
torcendo pode ter certeza que os times de futebol que estão jogando não são
dele.
Os outros dois são de um nível muito superior ao do número
4, digamos que seja não o dobro, mas 100 vezes mais do que ele, ou mais.
O homem número 5 já possui algo dentro de si. Ele está no
mundo mas não pertence a ele, seus atos e gostos são desconhecidos de qualquer um
que não seja do seu próprio nível. Suas observações são objetivas e com
finalidade específica, além da geral. Como esse homem vive duas ou mais
realidades além da conhecida pelo homem comum, tanto as pessoas como suas ações
são para ele objetivo de observação e estudo para sua evolução para aqueles que
querem chegar a ter algo forte e imutável dentro de si. Está à procura da
imortalidade, ele quer ser um verdadeiro Homem.
Vivemos de momentos de atenção e distração, não podemos
escapar disso, mas nós podemos nos dispor a ter mais momentos de atenção e
trabalho sobre si mesmo e é através de nosso esforço pessoal que chegaremos a
uma real evolução.
Algumas vezes não temos força para vencer as mecanicidades
do mundo, então estes momentos já são conhecidos pelos homens superiores 5, 6 e
7, que os chamam de Momentos de Trevas. É quando por um destino fora do nosso
controle, toda a situação exterior nos foge e só podemos esperar passar aquele
momento que pode até durar dias, nada podemos fazer, nem com o que sentimos,
nem com o que vemos, temos somente que esperar os acontecimentos que sempre
serão favoráveis ao homem que está dentro do Trabalho, se observando
implacavelmente.
Os homens que pertencem ao Círculo Interno da Humanidade 5,
6 e 7, jogam no mundo várias influências para aqueles que querem acordar, além
de os acompanhar numa realidade diferente daquilo que conhecemos. O trabalho
evolutivo humano na direção de algo superior, requer um esforço sempre acima de
nossa própria capacidade e é através da vontade de uma outra pessoa que já
ultrapassou as fraquezas do dormir é que conseguiremos um dia acordar e sermos
homens de equilíbrio.
Não há caminho que exija primeiro a obediência e quanto mais
for ela mais perto estaremos de sermos superior a aquilo que hoje somos.
Num determinado momento qualquer pessoa obedece, faz até
loucuras se for preciso, não é este tipo de obediência que o Trabalho exige e
sim a constância nos seus deveres, no seu Trabalho e acima de tudo em seu
objetivo e na meta de quem o dirige. O resto é perdição. Qualquer pessoa pode
ficar horas, até dias se divertindo num estádio, no carnaval e dizer que não
cansou e sair todo satisfeito, pois a mecanicidade atrai forças externas que
recarregam nossas baterias para que cedamos mais para fora de nosso próprio
corpo.
O homem 4 perde menos energia do que o homem comum, o homem
5 quase não perde e o 6 e 7 só ganham em tudo e qualquer situação externa da
vida, pois a força e a energia vem da Luz que vem de Deus.
(04/10/2000)
sexta-feira, 12 de julho de 2013
O TRABALHO SOBRE SI
Acreditar que aquilo que somos é a única coisa que existe em nós é um "sonho" ; é não aceitar a realidade. O que somos como ser é muito mais do que somos como gente. Quero dizer que o homem mecânico, trabalhador , com gostos e desgostos, é uma infinita parte do que ele pode vir a ser um dia: uma pessoa equilibrada consciente. Digamos que estamos conversando com alguém, ou com algumas pessoas, rindo, brincando, ou discutindo sobre futebol, política ou outra coisa qualquer e de repente lembramos de nós mesmos. Imediatamente relaxamos a parte do nosso corpo que está tensa, continuamos a conversar, e nesse momento passamos a observar as pessoas, o assunto, tudo o que está fora e dentro de nós, olhamos nossos "pensamentos" e observamos o que aquilo nos faz sentir, quais as reações que temos, qual assunto nos atinge, com o que somos identificados, qual a parte do nosso corpo que teima em se contrair, qual o timbre de nossa voz, qual a parte de nós que se interessa pelo assunto, qual a posição que nosso corpo quer tomar, se falamos levados por interesse ou não, quem dentro de nós quer falar sobre aquele assunto. Neste ponto se mantivermos esta atenção tudo dentro de nós muda, e também fora de nós. E aquele que está observando está guardando energia que se transformará em consciência.
Acumulando nossa possibilidade de compreensão sobre
tudo o que está se passando a nossa volta, passamos a ser um observador acima
da montanha olhando tudo em nosso redor sem se identificar, sem raiva, sem
rancor, contrações musculares, etc...Toda a energia do momento está a nossa
mercê e neste momento estamos sob menor lei, estamos mais perto de algo
superior. Estamos fazendo o nosso verdadeiro destino, estamos dentro do corpo
com suas funções ( centros ), mas não somos nem as funções nem os centros,
somos o observador imparcial sem lado, sem defender nada daquilo que temos
dentro de nós. Os EUS que estão atuando estão sendo observados então vão se
enfraquecendo e nós nos fortalecendo a cada instante. Passamos a ter a chance
de nos tornarmos homens equilibrados pois na observação somos o fiel da
balança. Estaremos no centro do palco da vida, e seremos também uma pessoa que
atua e ao mesmo tempo assiste os acontecimentos tanto das pessoas como aquilo
que acontece dentro e fora de nós. Nesta situação de observação eliminamos a
metade das leis que vivemos no mundo normal ( físico ) e passamos a ficar
debaixo de outras leis. Não devemos nos esquecer que no exato momento de não
observação ( distração ) voltamos a cair e ficar sobre o dobro de leis como
todas as pessoas, a lei do acidente, tudo nos acontece, inclusive nossos
sentimentos, ações, etc... Nós temos três casos distintos de atitude de
observação que podemos chamar de 1º, 2º
e 3º grau.
Na Observação de Si de 1º grau é quando estivermos
sozinhos tanto perto de pessoas como sem
ninguém ao nosso lado, pois as duas situações podemos classificá-las como
sozinhas (no momento que estivermos perto de pessoas que não trabalham sobre si é como se estivermos
perto de ninguém). Se estivermos em Observação de Si nesta situação fazemos o exercício do dia e
outros. Em cada situação ou posição exercitamos o mais conveniente além do
obrigatório.
Na Observação de Si de 2º grau é quando estamos com um
ou mais companheiros de trabalho e uma ou mais pessoas que vivem sem esforço
interior nenhum de auto-observação. Nesta situação devemos sempre praticar a
consideração externa e não procurar com atitudes ou gestos tentar acordá-la e
nem fazê-la dormir mais; apenas agimos normalmente, com conversas agradáveis,
piadas, etc... sem perder o objetivo da atenção interior. Temos que agir o mais
discreto possível, e em certas situações até ficar contraídos com o rosto
propositadamente.
Na Observação de Si de 3º grau é quando não há ninguém
que não esteja no trabalho , isto é , todos são do trabalho e estão com o mesmo
objetivo. Podemos até chamar de campo de batalha, ou cadinho. O objetivo deve ser comum: acordar e
permanecer neste estado o maior tempo possível. Nada que faça se distrair se
deve permitir entre os praticantes. E podemos estar em diversas situações que
chamamos de A, B e C.
A) É quando o grupo está sem obrigação imediata de
trabalho, e estamos conversando. Nesta situação devemos ter um assunto que se
desenvolva naturalmente com as idéias do trabalho. Não se deve procurar se
distrair. Podemos conversar sobre tudo e todas as coisas que quisermos, mas
sempre com o objetivo de estarmos atentos e aumentar nossa compreensão sobre o
trabalho.
B) É quando um ou mais estão fazendo um serviço comum e
outro(s) não estão fazendo. Quem estiver fazendo deve procurar fazer o mais
perfeito possível e quem não estiver participando deve observar ao máximo o
companheiro e mostrar possíveis falhas em sua obrigação, de maneira atenta e
objetiva, nunca somente de opinião pessoal. Sempre dentro de uma lógica e
razão, ajudando em algo e não atrasando ou atrapalhando.
C) É quando todos
estiverem trabalhando ( domingueira, sabadeira, mutirão, etc... ) Deixar de
lado todas as fraquezas e preguiças de amizades mecânicas, distrações ,
brincadeiras, etc. Nada deve ser feito sem o objetivo de acordar o companheiro
e manter a atenção sobre si.
Ao partir para uma reunião de grupo objetivar que a
reunião se inicia no momento da decisão que se toma de participar dela.
Qualquer coisa que atrapalhe cumprir o horário deve ser observado porque
acontece e perguntar a si mesmo: Porquê Comigo? No que falhei? Porquê o destino
fez isso comigo? etc... E em cima disso se preparar para ter a liberdade de poder
fazer o que quer com o seu próprio destino pois a maioria das coisas que nos
acontecem, não somos nós que queremos.
A pessoa que está no Trabalho tem que procurar uma
condição de poder fazer algo para si mesmo e avaliar a importância deste ato.
Nada é acidental em nossa vida, tudo tem um motivo mecânico e automático para
nos levar a dormir. Somente os nossos atos objetivos e programados do Trabalho
nos dão a possibilidade de acordar e ter um destino verdadeiro que o homem
merece, além daquilo que ele recebe na vida comum.
Encontramos 3 barreiras difíceis no Trabalho:
- A primeira é encontrar alguém acordado que queira
nos acordar, para isso temos que querer acordar.
- A segunda é prosseguir quando forças externas nos
tiram da meta de acordar quando estamos nessa escola com este fim. Que
pode ser necessidade de dinheiro, farra, comodismo na vida...
- A terceira é quando adquirimos um pouco de
equilíbrio e vemos os outros dormindo e achamos que já temos o suficiente para prosseguir sozinho.
Este é o mais forte de todos pois tira a possibilidade da pessoa alcançar
a imortalidade.
(06
de Julho de 2000)
TIPOS DE HOMENS
Em nosso Trabalho temos sete tipos de homens e com isso também o seu nível de evolução, ou seja, sua situação na Terra. De uma maneira geral as pessoas que conhecemos no dia a dia são um tipo de 1, 2 ou 3. Dificilmente são os tipos 4, 5, 6 ou 7.
Primeiro vamos falar sobre o homem número 1 seu centro
de gravidade situa-se no centro motor, queremos dizer que em sua vida tudo gira
em torno de movimentos e para ele isto é o mais importante. Sua mecanicidade e
seu sono estão situados nos movimentos e repetições de fatos relativos a
decorar frases e assuntos; também o seu centro instintivo é o que o conduz na
vida. O mais importante para esse homem é a aventura, o esporte, a dança e
frases estereotipadas. A vida para ele é comer, beber se movimentar e repetir
constantemente fatos. Até sexualmente ele mecaniza e decora fatos que viu e
decorou e engana a si mesmo se satisfazendo com repetições no dia a dia; ele é
puramente motor, ao falar, ao comer, dançar, etc... Não há novidade em sua vida, tudo é repetitivo e mecânico até a sua
maneira de dormir e viver.
O homem número 2 é emocional. tudo é emoção, não gosta de ginástica nem de esforço
físico, só gosta de sentir emoções e tudo para ele é sofrimento ou alegria, tudo de forma mecânica e casual. Uma hora gosta de uma pessoa, no
momento seguinte de outra, num determinado momento está apaixonado e no outro
odeia e despreza. Num momento fala bonito e diz poesias fantásticas e no
momento seguinte vocifera e diz palavrões. Seu sentimento é quem conduz sua
vida. Anda cegamente sentindo em si a menor partícula de uma emoção e tudo para
ele é buscar emoções Para poder viver delas, sem contudo, se esforçar fisicamente.
Seu sexo é para buscar novidade e se diz apaixonado por qualquer pessoa ou ato.
O homem número 3 é o intelectual, sua cabeça é o centro de sua vida. Vive na fantasia e
imaginação, para fazer qualquer pequena coisa, pára e julga que está pensando;
fica conjeturando e lendo, vive dos livros e fantasia seus conhecimentos
achando que é o que escreve ou lê. Quando lê aventuras, é um aventureiro;
quando lê um romance, sofre; acha que sabe tudo e tem resposta para tudo, mas
na prática é zero. Nada consegue fazer a não ser escrever ou ler, isso quando
não fica olhando as coisas e imaginando fantasias. Não consegue nem lavar nem
limpar nada . Não possui iniciativa para nada, tudo que faz é se mexer de um
lado para o outro, esperando que as coisas aconteçam. E fica julgando a todos
com seu ponto de vista achando que só está certo o que ele sabe. A sua mulher
tem que ser bonita, não precisa gostar dele, basta ser bonita e quando aparece
outra melhor, ele troca, se não der trabalho. E para a mulher é o homem mais
lógico em seus sentimentos, trabalhador, correto, etc... Se falarmos de
profissão, o braçal ( dançarino) é o número 1; o intelectual é o vendedor,
escritor, cientista, matemático, etc... e o emocional é o ator, poeta, cantor.
Para cada um existe uma forma mecânica de existência, os 3 estão dormindo e
satisfeitos com seu sono. Nenhum deles está acima de um ou outro, estão iguais
na escala da evolução.
O homem número 4 não é fruto da educação, nem da
sociedade e nem religioso comum. Ele é um produto de um esforço sobre si mesmo. Ele possui algo dentro de si
que o conduz a uma direção de evolução, não é um homem mecânico. Antes ele foi
1, 2 ou 3 mas algo dentro de si o fez procurar o Quarto Caminho ou uma Escola
Espiritual ( Faquir, Yoga, Monge ). Fora disso ele é um desses tipos acima
citados. Por mais livros que uma pessoa tenha lido, por mais rígida que seja
sua regra de vida, ele não passa de um homem comum, ou seja, tudo lhe acontece.
A sua vida é de medo, fraqueza e nada mais. Se faz fofoca, continuará fofoqueiro;
se é vegetariano, continuará comendo vegetais, como um coelho sem nada saber ou
sentir. Já o homem número 4 estará sempre atento e fazendo algo para conhecer a
si próprio, nunca acreditará em si mesmo, sempre estará se observando e
percebendo o que acontece em seu redor. é um homem atento, as coisas podem lhe
acontecer, tudo pode desabar ao seu redor que permanecerá o mesmo atento e
equilibrado. Não vive de imaginação nem de fantasia, vive perto da realidade,
da existência, já possui um centro magnético. Tem uma direção na vida que não
confunde com religião. O homem número 4 pode ser católico, judeu, muçulmano ou
do candomblé, isto não importa em sua vida o seu objetivo é se conhecer e
trabalhar sobre si mesmo para evoluir no
mundo e até dentro de sua própria religião. Conhece suas fraquezas e já
luta para vencê-las. Podemos até falar que ele é um homem equilibrado.
Vamos dar o seguinte exemplo: um homem número 1
provocado para uma briga parte para o tapa sem se controlar e se tiver uma arma
parte para matar seu semelhante. Age com o corpo físico.. O homem número dois
na mesma situação ficará descontrolado e fará a mesma coisa mesmo sendo mais
fraco; enfrentará o perigo se expondo sem pensar e sentirá prazer em ver o
outro sofrendo. O homem número 3 não brigará no momento, mas pensará num jeito
de se vingar ou uma forma de causar traição por meio de vingança. Não sentirá
emoção nenhuma, mas satisfação pelo mal que causará no outro. O homem número 4
dificilmente perderá o controle de si
mesmo e pode até agir violentamente,
mas controlará todos os seus atos e se
matar pode ter certeza que foi necessário para sua própria defesa, nunca pode
ser levado pela emoção, pela força ou pelo ato de vingança, ele já não é do
círculo comum da humanidade, já está dando o primeiro passo para o círculo
interno da humanidade. A sua vida já não lhe importa mais dentro da sociedade,
o que importa é sua evolução e o seu equilíbrio. Já não é mais atingido pela
vaidade, ódio, raiva, orgulho e etc. É um homem equilibrado. Já é aprendiz de
feiticeiro, já consegue ver alguma coisa daquilo que um dia poderá ser sua vida
que é outra realidade, não a conhecida. O homem número 4 está formando seu
segundo corpo que é ainda um embrião de consciência e sua vida já tem momentos
de consciência de si, às vezes pode até se distrair, esquecer, mas seu centro é
equilibrado. Seu dia a dia é fruto de um esforço pessoal e de atenção. Seu
corpo é seu veículo, ele já não é seu corpo físico. Já o homem número 5 já
possui Consciência de Si e o 2o corpo,
sua existência não tem paralelo das fraquezas comuns. Só poderá conhecê-lo quem
estiver ou for número 4, que perceberá nele o que lhe falta. Nós podemos ver
abaixo de nós e um pouco acima não mais. Dentro da realidade em que vivemos,
este homem já não sonha, pode até viver no mundo do sonho como vive aqui ou em
outros mundos e outras realidades não conhecidas. Para o mundo é apenas um
homem , com sua vida comum, para aquele que busca um mestre, alguém que sabe o
caminho do despertar.
O homem número 6 pouco sabemos dele pois sua vida
pouco dá para ser percebida de uma diferença do homem comum. Somente nos planos
espirituais
mais
elevados.
O homem número 7 é o perfeito, dentro da evolução
humana.
(2o
Semestre / 2000)
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Lembrança de Si

Temos que saber a diferença na percepção de Lembrança de Si e Observação de Si . Ao estarmos distraídos no dia a dia, podemos repentinamente nos darmos conta de nós mesmos. Ao acontecer isto, devemos permanecer um tempo sem interferir no sistema de sensação. Por exemplo ao lembrar de si, flagramos os ombros tensos e imediatamente passamos a sentir o resto do corpo; os sons exteriores passam a ser definidos, etc. Após isto, entramos no processo de Observação de Si, dirigimos nossa atenção para um determinado ponto, vamos dizer que estamos conversando com alguém ou vendo um filme, ao colocarmos a atenção em nós mesmos e fora de nós, percebemos que o assunto da conversa ou o tema do filme nos identifica, mas que se nos esforçamos em manter a atenção em nós mesmos, esta identificação se torna atenção. Na conversa com outra pessoa passamos a ter um controle sobre as nossas emoções e pontos de vista, que são uma coisa mecânica e inútil, no nosso caso.
Para nós tanto faz ter razão ou não, o que interessa é
o nível da atenção que estamos desenvolvendo. Somente isto poderá nos trazer
algum benefício. Por isto continuamos a manter nossa atenção tanto em nosso
corpo quanto no tema ou assunto. Se fizermos isto, um leque se abre e algo
dentro de nós se separa tanto do assunto quanto da própria sensação e passa a
ter um local independente dentro de nós. Passamos a ser o observador do mundo
em que vivemos, incluindo nosso corpo com o que lhe pertence.
Qualquer fato externo que nos prenda está roubando
energia que precisamos para nosso desenvolvimento. Somente assim não será, se
este fato é feito proposital, premeditado e acima de tudo, tendo como base
inicial o relaxamento e controle do nosso corpo e observações de nossas
funções. O mundo externo é o alimento que precisamos para nossa evolução que
vai depender de como o recebemos, se atento ou distraído. Todas as sensações do
nosso corpo são para nos manter um contato nosso interior com o mundo exterior
material. O resultado de um longo tempo desse esforço nos abre a janela de uma
percepção superior sobre os mundos interior, exterior e a fusão desses dois que
podemos chamar de mundo espiritual.
A vastidão de dados que podemos obter, tanto com ajuda
externa como do nosso nível de percepção, depende da energia que conseguimos
acumular, assim como da disposição de aceitar o que se passa fora do nosso
controle, tanto no tempo como em nosso interior e fora de nós. E muitas das
coisas que acontecem não são como queremos e sim como devem ser. Mas nem tudo é
assim, aquilo que observamos dentro de nós pode ser como queremos se ficarmos
atentos aos fatos que nos deparamos na vida. O número de vezes que Lembramos de
si é o mesmo da chance que temos de acordar e passar a nos observarmos e só
interferir a nosso favor quando for necessário para o nosso bem.
Aí pergunto o que é para nosso bem? O que precisamos?
Para o nosso bem precisamos ter o máximo de tempo em atenção, isto é, de
Observação de Si e precisamos nos desligar de tudo que nos faz dormir, isto é,
tudo que não temos força de nos mantermos em Observação de Si . Nada do que
fazemos identificados, distraídos, dormindo é útil para nós. A riqueza deve ser
acumulada dentro de nós através desse caminho de luta interior que não é fácil,
mas também não é impossível. A impossibilidade começa quando achamos que aquilo
que defendemos na linha horizontal de nossa vida comum é o certo e deixamos de
lado a Observação de Si e com ela a
espera do momento certo da ação consciente e até objetiva.
(2000)
Jovens
Existem 5 tipos de jovens basicamente nos dias de hoje:
É o tipo de jovem que vive para estética, sexo e
beleza. São os que marombam, fazem ginástica em Academia para mostrar o corpo,
tomam bomba e vivem da exibição do seu próprio corpo como também para exibir
suas namoradas para seus companheiros, sacrificando seus próprios sentimentos,
e vão lutando contra a velhice que cedo ou tarde chegará mas eles não admitiram
em hipótese alguma. “Sou mais forte ! Ninguém me vence! Sou mais belo! Olha como
elas me olham! “É o que pensam, São os emplumadinhos, mostram apenas as penas
como frangos que serão comidos com o tempo. Não devemos esquecer que também
existem pessoas acima de 40 que são da mesma forma, ficam exibindo as pelancas
como se fossem jovens , tentando competir com os jovens. Os homens com seus
shorts e a s mulheres com seus balangandans
e suas pinturas exageradas.
“Quero outro mundo! Sou corajoso! Vou viajar com
R$10,00! Uma fumadinha ( Kaya ) e já não
tenho mais fome! Ninguém está vendo nada, só eu vejo tudo!”É o que pensam. Vão
ao bar e aos botecos beber uma cervejinha, uma batida de limão ou um copo de
uísque. Fugindo da realidade procuram como Peru de Natal um meio de ficar tonto
com os olhos vermelhos ficam falando de futebol, filmes ou mulheres e se acham
intelectuais porque leram Trotsky, Kant ou outros. Acham que são felizes até o
dia seguinte quando vem a ressaca. Também tem os mais velhos que com suas
barriguinhas e pernas ficam escarrapachados
nos bares bebendo até altas horas se achando o dono do mundo falando de
política e futebol também; depois vão para casa cansados e tontos e caem na
cama até o dia seguinte , quando acordam com ressaca para ir ao trabalho aos
tropeções.
Revoltados. São aqueles que indo contra tudo o que
está arrumado. Picham muro como quem defeca nas paredes. Aceitam qualquer ideologia contra a estabelecida. Gritam em
passeatas defendendo gays, Aids, menor carente etc...., Até abraçam a violência
e racismo.Treinam luta para brigar contra os mais fracos. A sua revolta é contra si mesmo pois fortalecem o corpo
para o destruir depois. É como seus companheiros revoltados que dormem para não
enfrentar o mundo levantando tarde e saem a rua achando o mundo cruel e que
está contra ele. Também esses são aqueles mais velhos que não tem trabalho
fixo, fazem bico a vida toda para se sustentar e passam a maior parte do tempo
jogando nas pracinhas e indo à praia, sempre passando necessidade financeira e
precisando da ajuda de alguém.
Conformados. “Sim papai! Já tomei banho para comer. Já
escovei os dentes para dormir. Vou à festinha da Terezinha, que presente
levarei?” São aqueles que como computador são massificados para seguirem o
sistema e serem automatizados a casar com a mocinha bonitinha e “direita” filha
de uma boa família. A mulherzinha grávida indo ao teatro toda arrumadinha, o
quartinha azul esperando o bebê e a empregada para cuidar do seu futuro filho.
“Vamos ver TV!” Fim de semana na casa dos pais e férias em Búzios. Como a
sociedade pede que eles não tenham barriga, isso os preocupa muito. Procurando
uma academia de ginástica e correndo na praia procuram manter a forma física
para apresentar ao público. Temos também aqueles que abandonam o próprio corpo
se empanturrando com tudo o que vê pela frente no churrasquinho de fim de
semana e jogando tênis com os amigos , com uma latinha de cerveja do lado e
rindo de piadas sem graça, agradando uns aos outros com uma falsa modéstia,
sempre com um sorriso nos lábios até acabar o dia. A sogra vai dormir de um lado, a mulherzinha
do outro lado e assim termina mais um fim de semana.
É aquele que não aceita o que a vida lhe dá como
educação e sistema de comportamento. Vêem seus pais como mau exemplo na bebida,
comilança e sexo. A família cada um do seu lado não vê a sua existência. A mãe
pede algo, o pai outra coisa, a escola também e assim sucessivamente ; de todos
os lados uma exigência da vida. Vão do comportamento a maneira de se vestir.
Então saem à procura de espiritualismo. Se estiverem sorte de escapar dos
charlatões e acharem algo que mostre alguma realidade do mundo espiritual e não
se fanatizarem com “religiões”, poderão um dia achar algo que os conduzam a um
caminho verdadeiro sem serem levados pela fantasia que existem nas tvs e na
rua.
Quais são os Caminhos Verdadeiros? São aqueles que
poderão criar algo dentro do homem, como consciência e com isso uma alma. E
para isso é necessário um esforço que dificilmente eles terão, como para seguir
o Caminho do Faquir, Yogue ou Monge. A única chance é se persistirem no Quarto
Caminho que é o que seguimos.
(15/11/2000)
terça-feira, 18 de junho de 2013
Círculo Interno E Externo Da Humanidade
O homem comum (1, 2 e 3) pertence ao Círculo Externo da Humanidade. A história que aprendemos desses homens através dos livros, filmes e na escola é baseada em fatos de guerra, política e movimentos populares, além das diversas culturas e povos que tomamos conhecimento em nossa vida. Mesmo aqueles mais famosos entre os homens que movimentam a massa humana recebem influência de dois lugares distintos: dos planetas (Lua) e do Círculo Interno da Humanidade (que são homens que já alcançaram um nível de ser equilibrado e até a imortalidade). Estas duas influências são constantes e não cessam em hipótese alguma.
Enquanto as influências planetárias através do Sol conduzem a humanidade para a própria evolução dos planetas em conjunto, o Círculo Interno da Humanidade conduz os homens não comuns para a evolução dentro da sua própria individualidade, isto quer dizer que os planetas evoluem através do homem e a vida orgânica da Terra. Enquanto os homens do Círculo Interno trabalham sobre si mesmo através do seu próprio esforço e não na lei do acidente, que é o comum da humanidade.
Enquanto as influências planetárias através do Sol conduzem a humanidade para a própria evolução dos planetas em conjunto, o Círculo Interno da Humanidade conduz os homens não comuns para a evolução dentro da sua própria individualidade, isto quer dizer que os planetas evoluem através do homem e a vida orgânica da Terra. Enquanto os homens do Círculo Interno trabalham sobre si mesmo através do seu próprio esforço e não na lei do acidente, que é o comum da humanidade.
O homem ao dar as suas energias a evolução planetária também evolui, só que a lentidão dessa evolução nós não a consideramos como a evolução do homem, mas da humanidade como um só órgão ou grupo. Se pudéssemos dizer algo a esse respeito, diríamos que toda a humanidade
está evoluindo junto enquanto os grupos que pertencem ao Círculo Interno procura a evolução de cada ser humano dentro de sua liberdade e individualidade. Se compararmos em termos de tempo, perderíamos a noção de anos dessa evolução, que teria uma diferença de milhões de anos entre um e outro, por exemplo: o homem de mil anos atrás evoluiu até hoje um mínimo (quase não dando para se notar nada) dentro de seu ser.
Um homem numa vida comum de sofrimento e felicidade vivendo 80 anos fez algo sobre si em toda a sua vida apenas alguns minutos de esforço e somente através de sofrimento voluntário ou catástrofe como a guerra, desastre e perigo inesperado na vida. As religiões como um todo são somente para o homem esperar a evolução planetária, digo, as religiões do Círculo Externo da Humanidade com seus guias espirituais e suas normas de conduta. Uma das características do caminho do Círculo Interno da Humanidade é a unidade de compreensão e entendimento, o que um sabe e afirma qualquer um que pertença a esse círculo também concorda e sabe, seja lá o que for. Não existe discordância nem aparência externa religiosa diferenciada, por isso que não devemos chamar de religião apesar de que as grandes religiões da humanidade já foram caminhos que cumpriram sua meta com o Círculo Interno da Humanidade, isto quer dizer que foram dirigidas pelo Círculo Interno da Humanidade.
Enquanto as religiões possuem normas, leis, regulamentos, uniformes, etc, os homens do Círculo Interno nem conhecidos são como religiosos ou guias espirituais, pois a sua influência sobre a humanidade é indireta e desconhecida do homem comum.
O Círculo Interno se inicia com o círculo esotérico que são os homens que já alcançaram o nível superior da humanidade, já possuem todos os níveis de consciência possíveis ao homem, possuem uma meta comum.
O Círculo Mesotérico é o intermediário, ou do meio, são homens que possuem todas as qualidades dos homens do esotérico, a diferença é que não conseguem expressar aquilo que conhecem como atividade externa. Sabem muito mais do que fazem. A sua compreensão também não é
discordante entre si, tanto faz um homem desses ter sua vida na China e o outro ser brasileiro, os dois possuem a mesma compreensão e não há discordância entre seus métodos e prática de evolução e Trabalho sobre si, o que um fala o outro concorda e sabe.
O Círculo Exotérico ou externo, são os homens do Círculo Interno que estão mais próximos do homem comum. Um homem do Círculo Exotérico pode possuir o mesmo conhecimento do homem do Círculo Mesotérico ou Esotérico, somente que este conhecimento, ou esta Filosofia não se
expressa por atos, mas também não há discordância entre eles. Este Círculo se encontra muito longe do homem comum, que pertence ao Círculo Externo da Humanidade. Eles estão muito acima da religiosidade comum que conhecemos, eles pertencem à humanidade, não a um grupo
religioso. Podem até estar dentro de um desses grupos, mas não são deles no seu interior, pertencem a um nível de ser conscientes da humanidade.
Círculo Interno da Humanidade
Círculo Esotérico – Homens com 4 corpos e com todos os níveis de
consciência possíveis ao homem ( Sol ).
Círculo Mesotérico – Homem com 3 corpos e com nível de consciência
objetiva (Planetas).
Círculo Exotérico – Homem com 2 corpos e com a consciência de si ( Terra ).
Círculo Externo da Humanidade
Círculo Exterior – São os homens de todas as religiões conhecidas e seus líderes ( não confundir com seus fundadores que eram do Círculo Interno da Humanidade ). Onde há discordância tanto na prática como nos atos, uns lutam contra os outros e possuem diversos pontos de vista. Não podemos considerar como caminhos, apenas obediência e regras de conduta na vida ordinária. A pessoa se conduzindo de acordo com as regras, interiormente não importa nada. Esta é a marca da religião comum.
A ordem e existência de um homem que é do Círculo Interno já não pertence ao mundo conhecido, a sua realidade é outra. Ele pode ser um homem comum exteriormente: mecânico, artista, etc,mas sua vida é de um outro nível e sua realidade o conduz a um equilíbrio e liberdade não
imaginado pelo homem comum do Círculo Exterior. Aparentemente os homens do Círculo Interno da Humanidade são comuns e seguem as leis e costumes locais em que vivem, sua vida é normal mas
sua existência já não depende das leis comuns que conhecemos.
Um homem do Círculo Externo pode procurar praticar e até estar no Caminho Guerreiro, mas não é um Guerreiro nem um Feiticeiro. Estar no Caminho não significa que somos aquilo que procuramos.
(25/10/2000)
está evoluindo junto enquanto os grupos que pertencem ao Círculo Interno procura a evolução de cada ser humano dentro de sua liberdade e individualidade. Se compararmos em termos de tempo, perderíamos a noção de anos dessa evolução, que teria uma diferença de milhões de anos entre um e outro, por exemplo: o homem de mil anos atrás evoluiu até hoje um mínimo (quase não dando para se notar nada) dentro de seu ser.
Um homem numa vida comum de sofrimento e felicidade vivendo 80 anos fez algo sobre si em toda a sua vida apenas alguns minutos de esforço e somente através de sofrimento voluntário ou catástrofe como a guerra, desastre e perigo inesperado na vida. As religiões como um todo são somente para o homem esperar a evolução planetária, digo, as religiões do Círculo Externo da Humanidade com seus guias espirituais e suas normas de conduta. Uma das características do caminho do Círculo Interno da Humanidade é a unidade de compreensão e entendimento, o que um sabe e afirma qualquer um que pertença a esse círculo também concorda e sabe, seja lá o que for. Não existe discordância nem aparência externa religiosa diferenciada, por isso que não devemos chamar de religião apesar de que as grandes religiões da humanidade já foram caminhos que cumpriram sua meta com o Círculo Interno da Humanidade, isto quer dizer que foram dirigidas pelo Círculo Interno da Humanidade.
Enquanto as religiões possuem normas, leis, regulamentos, uniformes, etc, os homens do Círculo Interno nem conhecidos são como religiosos ou guias espirituais, pois a sua influência sobre a humanidade é indireta e desconhecida do homem comum.
O Círculo Interno se inicia com o círculo esotérico que são os homens que já alcançaram o nível superior da humanidade, já possuem todos os níveis de consciência possíveis ao homem, possuem uma meta comum.
O Círculo Mesotérico é o intermediário, ou do meio, são homens que possuem todas as qualidades dos homens do esotérico, a diferença é que não conseguem expressar aquilo que conhecem como atividade externa. Sabem muito mais do que fazem. A sua compreensão também não é
discordante entre si, tanto faz um homem desses ter sua vida na China e o outro ser brasileiro, os dois possuem a mesma compreensão e não há discordância entre seus métodos e prática de evolução e Trabalho sobre si, o que um fala o outro concorda e sabe.
O Círculo Exotérico ou externo, são os homens do Círculo Interno que estão mais próximos do homem comum. Um homem do Círculo Exotérico pode possuir o mesmo conhecimento do homem do Círculo Mesotérico ou Esotérico, somente que este conhecimento, ou esta Filosofia não se
expressa por atos, mas também não há discordância entre eles. Este Círculo se encontra muito longe do homem comum, que pertence ao Círculo Externo da Humanidade. Eles estão muito acima da religiosidade comum que conhecemos, eles pertencem à humanidade, não a um grupo
religioso. Podem até estar dentro de um desses grupos, mas não são deles no seu interior, pertencem a um nível de ser conscientes da humanidade.
Círculo Interno da Humanidade
Círculo Esotérico – Homens com 4 corpos e com todos os níveis de
consciência possíveis ao homem ( Sol ).
Círculo Mesotérico – Homem com 3 corpos e com nível de consciência
objetiva (Planetas).
Círculo Exotérico – Homem com 2 corpos e com a consciência de si ( Terra ).
Círculo Externo da Humanidade
Círculo Exterior – São os homens de todas as religiões conhecidas e seus líderes ( não confundir com seus fundadores que eram do Círculo Interno da Humanidade ). Onde há discordância tanto na prática como nos atos, uns lutam contra os outros e possuem diversos pontos de vista. Não podemos considerar como caminhos, apenas obediência e regras de conduta na vida ordinária. A pessoa se conduzindo de acordo com as regras, interiormente não importa nada. Esta é a marca da religião comum.
A ordem e existência de um homem que é do Círculo Interno já não pertence ao mundo conhecido, a sua realidade é outra. Ele pode ser um homem comum exteriormente: mecânico, artista, etc,mas sua vida é de um outro nível e sua realidade o conduz a um equilíbrio e liberdade não
imaginado pelo homem comum do Círculo Exterior. Aparentemente os homens do Círculo Interno da Humanidade são comuns e seguem as leis e costumes locais em que vivem, sua vida é normal mas
sua existência já não depende das leis comuns que conhecemos.
Um homem do Círculo Externo pode procurar praticar e até estar no Caminho Guerreiro, mas não é um Guerreiro nem um Feiticeiro. Estar no Caminho não significa que somos aquilo que procuramos.
(25/10/2000)
HOMENS SUPERIORES
Como já sabemos, os homens comuns 1, 2, 3 não são diferentes entre si em sua forma de ver e viver em nosso mundo. Tanto sofre o rico como o pobre.Todos tem suas fraquezas nos mesmos níveis e situações análogas.
A diferença inicia no homem número 4 que já não é mais
atraído tanto pelo mundo normal, sua existência já possui um objetivo fora da
realidade conhecida. Com um esforço interior e um trabalho sobre si esse homem
armazena força que é consciência e como o tempo se cristaliza e se transforma
num corpo independente do corpo físico, como primeira fase de uma existência
superior ao mundo conhecido.
Um homem do nível número 5 já é consciente de si.
Podemos dizer que ele é imortal diante do homem comum. Enquanto o homem comum
após sua morte física perde também sua consciência do que é e onde está em
pouco tempo o homem número 5 permanece por dezenas e milhares de anos comuns a
nós, em estado de consciência onde ele estiver. O número 5 também é limitado em
sua existência e diante de um homem número6.Este possui uma consciência muito
superior aos outros homens. Tanto ele vê, como sabe e vai para locais que nós
não temos acesso com consciência, no máximo podemos ter um vislumbre do que
possa existir e onde possa estar. Para esse homem o número 5 é mortal diante de
sua realidade e sua limitações desse nível é muito superior ao do homem número
5.
O homem número 6 já é um equilíbrio ao nível
planetário, queremos dizer que sua existência no tempo é outra .
O número 7 tem consciência objetiva. Tudo ele sabe e
sente. Seu nível é solar. Queremos dizer que seu estado é permanente, nada nele
é subjetivo.Este nível de ser podemos dizer que no estado humano de existência
ele é imortal em todo os sentidos conhecidos.
(15/11/2000)
O EU REAL
Em nossa vida existem vários eus que em um determinado momento controlam toda a nossa vida e assumem a responsabilidade como se fossem os donos de toda a nossa vida para sempre, mas eles só existem naquele momento. Num outro instante entra um outro eu que também se julga o dono de tudo o que faz e que nos rodeia.O pior é que em nossa lembrança achamos que somos apenas uma pessoa. O que nos ilude é que um eu assume e outro tem uma vaga lembrança do que o outro prometeu. E nós imaginamos que somos apenas uma pessoa. Essa ilusão faz com que as pessoas sempre prometam e nunca conseguem cumprir o que prometeram. Principalmente se essa obrigação é algo que não alimenta o orgulho, vaidade ou interesse pessoal.Quando nos determinamos a fazer um esforço para uma auto-observação, devemos estar preparados também para mudanças que ocorrem em nosso redor durante a atenção em si. Se tem momentos que somos levados pelas circunstâncias exteriores com pessoas ou não passamos a não aceitar que aqueles pensamentos e atitudes de nosso corpo não somos nós, temos a possibilidade de ver depois que o momento passou, quem realmente estava presente e qual eu se apresentou e o que ele sentia e queria.Tomamos uma decisão com toda a seriedade e achamos que iremos cumpri-la. Quando passa a hora mudamos; uma vez, duas, até dezenas de vezes e assumimos outro caminho completamente diferente daquele que anteriormente achávamos que seguiríamos. Somos uma legião de eus, a cada momento somos diferentes do momento anterior, mas algo fica internamente fixo dentro de nós sem que possamos perceber o que é, pelo simples motivo de estarmos distraídos, sem atenção que é o fruto de um esforço, que centraliza essa energia num ponto discreto de apenas observação, nada mais, este ponto é também um eu, fraco inicialmente, mas que pode se fortalecer e tomar a força dos outros. Para isso a pessoa tem que saber inicialmente onde quer chegar, ter em mente seu objetivo e depois a sua meta. Vamos dizer que uma pessoa se determine a ter mais consciência. Tudo que a leva a dormir deve ser eliminado e inicialmente observado. Uma pessoa gosta de forró, samba, pagode, etc...Quando ela vai para esses locais, ela é automaticamente levada a dormir. De que maneira? Cantando, dançando, etc...Para a pessoa conseguir observar quais os eus dominantes e quais as atitudes que a levam a dormir num desses locais, ela deve fazer qualquer exercício ao dançar, cantar, ou atuar se for artista. A energia negativa que circula num desses ambientes se tornará positiva se a pessoa se auto-observar de forma imparcial. Num lugar público de divertimento há energia sobrando para um caçador de força do Trabalho. Tudo está disponível num ambiente público de diversão: as pessoas, a música, mulheres, homens, bebidas, comidas, enfim, tudo pode ser usado, ninguém vê nada, nem quer nada, todos estão para se esquecer, se alguém está para se lembrar, pegará toda a energia circundante, será o rei da festa sem que ninguém saiba e se alguém perceber isso poderá também tirar proveito da situação e poderá até acordar por um momento. Infelizmente em seguida voltará ao que era antes e dormirá profundamente novamente, se esquecendo de si próprio ou daquele que lhe chamou a atenção. A força da atenção é material e há ambientes que a possuem em profusão, cabe a nós que estamos no Trabalho ter um pouco de energia para poder pegar a quantidade limitada de energia que existe nos locais. Num ambiente onde há dez pessoas com atenção, a energia será dividida com elas. Onde existem 100 pessoas e somente uma quer esta energia, tudo estará ao seu dispor. (Fim do 1o semestre de 2000)
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