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segunda-feira, 29 de julho de 2013

PERDA DE ENERGIA (Ou diminuição do nível de consciência )

http://blogs.odiario.com/bahr-baridades/files/2012/06/cao-raivoso.jpg

 
O motivo do homem não ter uma consciência superior, ou a própria consciência de si, é a maneira errada de comportamento e educação, e por não ter necessidade de usar essa Consciência em sua vida comum. Isto quer dizer que ele usa o mínimo para sua vida normal. A pessoa cresce, estuda, procria, etc. sempre usando o estado de C. de sono desperto, ou C. de sono, ou raramente, em certos momentos, a consciência de si.
A primeira e a mais fácil de notar é o uso excessivo de energia em tudo o que se faz, para mudar uma simples cadeira de lugar, se contrai antes de pegá-la, durante o transporte e depois continua contraindo toda a sua musculatura durante o seu dia a dia. Fica com os ombros, rosto, nádegas, braços, pernas, tudo em constante estado de contração. Em vez de usar esta energia para o desenvolvimento de sua atenção, joga-a fora sem necessidade. O homem se contrai, para olhar, para deitar, andar, etc. Energia que deveria armazenar para seu desenvolvimento interior.
A Segunda forma de jogar tudo fora é com as conversas interiores, para entender isto vamos verificar algumas das formas de "pensamentos" que temos dentro da cabeça, durante o dia e a noite, durante o sono. Sabemos que podemos ter imaginações, fantasias e pensamentos, que dividem em dois tipos um concreto que tem forma, como por exemplo, ao lembrarmos de alguém vemos seu rosto em nossa cabeça, ou alguma peça, como pintura, árvore, etc. O outro pensamento é o abstrato, que se apresenta como som, em vozes, músicas, ruídos, etc. Para qualquer ação exterior, raramente temos necessidade de conversarmos interiormente. Podemos dizer que o nosso Centro intelectual está dividido em três partes: uma de forma, uma de sons e uma de ação ( intelectual, motor e emocional ). E nessas ações temos uma maneira de usá-las como fantasia, quando tudo o que vem dela  tanto de dentro quanto de fora, como sons de palavras, não é real. A imaginação é o que pensamos e que pode vir a ser real ou que é real. Matemática, álgebra, desenhos, etc. Podemos chamar isto de raciocínio, não há necessidade de dar certo a ação, para ser um pensamento ou raciocínio.Só perdemos energia em fantasias. Para as outras formas de pensamentos, apenas usamos a energia que está acumulada.
A terceira e mais forte forma de perder energia, é o rancor e o ódio, que além de serem uma perda enorme de energia, ainda por cima gastam energia de partes do nosso corpo que nós precisamos para nossa saúde, provocando com isso doenças diversas.
A raiva vem através da emoção que chamamos de negativa e usa todos os centros, menos os superiores, em suas manifestações, desequilibrando o funcionamento da máquina como um todo. Ela só se manifesta quando estamos sem atenção em nós mesmos, e se inicia, então, a identificação com os acontecimentos externos, sejam eles quais forem. Aqui temos que ter uma atenção especial, pois aquilo que conhecemos como sendo "razão", é o que mais nos faz identificar. Temos sempre que lembrar que o mérito da razão não tem nenhum significado em nosso Trabalho, que tem como objetivo apenas a observação de si. A raiva chega disfarçada e aos poucos se manifesta com toda a sua força num determinado momento. Já o ódio, é um sentimento latente que se manifesta a longo prazo. Basta a pessoa lembrar para ele se manifestar, e no momento em que ele puder se manifestar, os sintomas podem ser quase imperceptíveis exteriormente, é um sentimento forte, contínuo e que sempre deixa na cabeça uma satisfação do erro que se comete, enquanto que na raiva pode-se notar um arrependimento depois do ato. A explosão de raiva tira uma grande parte de nossa energia de imediato. O ódio tira continuamente toda a possibilidade da pessoa acordar em nosso Trabalho de evolução interior.
O que fazer? Como? Quando?
O primeiro passo para armazenar energia é relaxar os músculos do corpo, não deixá-los tensos. Pois, neste momento alguma atenção já temos em nós mesmos no centro instintivo, que é a sensação.
O segundo passo, que deve ser simultâneo, é colocar o máximo de atenção no externo, ver o que está se passando fora do nosso corpo.
O terceiro passo é não deixar as emoções se manifestarem negativamente; no timbre de voz, nos nossos movimentos e ao falar nunca tentar ofender ninguém e adotar uma atitude intelectual dentro da lógica do momento, ou silenciar e aguardar um melhor momento para expor nossas idéias.
Isto é o início de uma observação de si ( Observação de Si ), pois a partir daí é que podemos ter a consciência de si (Consciência de Si ). Sem este início, nada se pode fazer para acordar do estado de sono em que nos encontramos.
Acúmulo de energia. Por que?
As sensações do corpo; sentimento, percepção, compreensão, enfim, tudo aquilo que precisamos. Para ter consciência, é necessário antes ter energia suficiente para aquilo que almejamos, uma evolução do ser como um todo, dentro do contexto orgânico.
Depois do relaxamento muscular intencional, observação nas conversas interiores, atenção no que se passa exteriormente através dos sentidos do centro instintivo, já que possuímos uma base para continuar.
Se imaginamos falsamente que nossa compreensão atual é certa, não temos chance de aumentá-la, pois, ninguém procura o que acha que já tem. E a compreensão sempre é no momento, dentro do nosso nível de ser, mas todos os homens acham que a sua compreensão é a certa e que a dos outros está errada. Não estou com isto querendo dizer que a compreensão de um determinado momento deva ser esquecida, ela deve ser guardada não como um fim, mas como algo que possuímos e que pode ser aumentado. Como uma moeda dentro de um cofrezinho, podemos colocar mais moedas, sem desvalorizar a primeira, mas também sem contar com ela para futura compreensão.
Se nos basearmos unicamente naquilo que já possuímos, fechamos a porta para um novo entendimento, nos limitamos. Ao nos depararmos com um novo tipo de fato interior ou exterior, devemos apenas guardá-lo, sem julgamento ou análise, e sempre desconfiar da primeira, segunda ou as respostas que nos chegam através do conhecimento que já possuímos. Então, entra um novo fator, a paciência de esperar sem julgar, aí entra o Tempo, que pode e trás novos fatos daquilo que percebemos. Uma decisão pode ser certa ou errada num determinado momento, em outro ela pode ser contrária.   Por que? Porque num determinado momento , podemos decidir e entender com um centro e uma determinada influência e depois pode ser outro centro e outros tipos de influência.

Nós não sabemos o porque dos acontecimentos internos e externos, mesmo que tenhamos o máximo de atenção. Pois existem fatores que os determinam, que estão fora da nossa compreensão, até do nosso tempo. Vou citar um exemplo da minha vida: Procuro a todo momento ficar em Observação de Si, isto é, com Consciência de Si estando sentado em minha escrivaninha, sempre atento, olho as flechas de índio que tenho e gosto, olho as minhas espadas japonesas e também gosto, intimamente gosto da cultura e da história árabe e respeito e tenho profunda curiosidade a respeito da raça negra da África. Por que? Será que as minhas observações darão a resposta sobre estes fatos inerentes em minha vida? Será que nos momentos de mais alta observação e consciência que consigo ter, vou ter as respostas para estes fatos? Pode ter certeza que não terei respostas para isto. Tive respostas para isto tudo, mas não foi baseado unicamente nos fatos dentro de meu nível de ser , foi fora e com uma energia e ajuda superior a minha. Eis o motivo que luto para armazenar ao máximo as minhas energias que a Observação de Si me proporciona. O preço desse esforço, não é tanto pelas respostas que nos vem, é necessário se desligar de nossas mecanicidades, como: "Eu sei, eu sou, eu posso, eu tenho", tudo isto deve ser deixado de lado e partirmos para uma nova fase de combate contra estas fraquezas, que nos roubam a chance de  "Eu quero mudar, não estou bem como sou, não possuo o que tenho direito como homem, de possuir. Vou lutar para conseguir." (2000) 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

HOMENS 6 e 7

                                       https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguxRBwqyw3NN3XzbR36PxBT6xqpALd2e2Toq8Zy376OPUk0W1PDjLbY9qb6d2wKC8GpKTQ2TBlgzwq-6znC6MLapw4HK_WK7zuFaqDJzuX9bHnv80B7oshV8-Th2IAvvzDfFrRlDPRpp8/s320/luz_divina.jpg
Já comentamos que existem 7 tipos de homens. Os 3 primeiros : motor, intelectual e emocional, são os normais dentro da sociedade e tudo o que vem deles nos leva a dormir (gostos, costumes, práticas...), até os locais que eles gostam de frequentar, desde as suas casas até seus lazeres.
O Homem número 4 tem um outro tipo de gosto e sua vida já está direcionada a um caminho evolutivo, isto é, ele quer e trabalha para acordar e guardar mais energia. Desde suas leituras até seus procedimentos diante da sociedade pode ser igual a dos 3 primeiros tipos, mas sua intenção real é acordar e para isso ele possui um centro magnético dentro de si. Seus gostos e costumes já são esmerados, refinados, já sabe escolher aquilo que o desperta. Seu trabalho interior é definido nesta direção, ele não é levado pelas circunstâncias externas. Pode até certo ponto deixar ser levado mas o seu interior já é definido. Desde os locais que frequenta por gostar até dentro de sua casa a disposição de tudo é para acordar, guardar energia. Enquanto o homem comum se diverte, brinca, canta, ri pela casualidade dos acontecimentos, o homem número 4 já não é mais atraído pelos fatores externos. Com isto podemos dizer que se algo o desgosta, como por exemplo um amigo que não lhe é bem visto pelos seus costumes, isto não o atinge pois ele não é levado pelo externo. Um homem número 4 pode até ter sentimentos negativos, mas estes sentimentos não o levarão a tomar nenhuma decisão em sua vida.
Devemos nos lembrar que as várias visões (mirações) que nos aparecem em circunstâncias especiais, não mostram o nível de ser que uma pessoa se encontra. Uma pessoa que pratica os exercícios inicia uma entrada a uma outra realidade aqui na Terra e fora dela. A sua aceitação do outro mundo o facilita a conhecê-lo, até usá-lo, mas seu nível de ser pode ser o mesmo de um homem comum. O Centro Magnético nada mais é do que a força que atrai um indivíduo ao Trabalho e o mantém nele. Digamos que duas pessoas podem ser atraídas para o trabalho, uma por ter curiosidade e medo da morte e outra por possuir um Centro magnético real. Enquanto o primeiro se mantém no Trabalho enquanto este o satisfaz socialmente ou naquilo que ele espera do Trabalho o outro é bem diferente,  quanto maiores os obstáculos que lhe aparecem mais o seu desejo se apresenta como vontade. O mundo externo já não é para ele um atrativo e sim um local  de evolução. Se ele está num campo de futebol torcendo pode ter certeza que os times de futebol que estão jogando não são dele.
Os outros dois são de um nível muito superior ao do número 4, digamos que seja não o dobro, mas 100 vezes mais do que ele, ou mais.
O homem número 5 já possui algo dentro de si. Ele está no mundo mas não pertence a ele, seus atos e gostos são desconhecidos de qualquer um que não seja do seu próprio nível. Suas observações são objetivas e com finalidade específica, além da geral. Como esse homem vive duas ou mais realidades além da conhecida pelo homem comum, tanto as pessoas como suas ações são para ele objetivo de observação e estudo para sua evolução para aqueles que querem chegar a ter algo forte e imutável dentro de si. Está à procura da imortalidade, ele quer ser um verdadeiro Homem.
Vivemos de momentos de atenção e distração, não podemos escapar disso, mas nós podemos nos dispor a ter mais momentos de atenção e trabalho sobre si mesmo e é através de nosso esforço pessoal que chegaremos a uma real evolução.
Algumas vezes não temos força para vencer as mecanicidades do mundo, então estes momentos já são conhecidos pelos homens superiores 5, 6 e 7, que os chamam de Momentos de Trevas. É quando por um destino fora do nosso controle, toda a situação exterior nos foge e só podemos esperar passar aquele momento que pode até durar dias, nada podemos fazer, nem com o que sentimos, nem com o que vemos, temos somente que esperar os acontecimentos que sempre serão favoráveis ao homem que está dentro do Trabalho, se observando implacavelmente.
Os homens que pertencem ao Círculo Interno da Humanidade 5, 6 e 7, jogam no mundo várias influências para aqueles que querem acordar, além de os acompanhar numa realidade diferente daquilo que conhecemos. O trabalho evolutivo humano na direção de algo superior, requer um esforço sempre acima de nossa própria capacidade e é através da vontade de uma outra pessoa que já ultrapassou as fraquezas do dormir é que conseguiremos um dia acordar e sermos homens de equilíbrio.
Não há caminho que exija primeiro a obediência e quanto mais for ela mais perto estaremos de sermos superior a aquilo que hoje somos.
Num determinado momento qualquer pessoa obedece, faz até loucuras se for preciso, não é este tipo de obediência que o Trabalho exige e sim a constância nos seus deveres, no seu Trabalho e acima de tudo em seu objetivo e na meta de quem o dirige. O resto é perdição. Qualquer pessoa pode ficar horas, até dias se divertindo num estádio, no carnaval e dizer que não cansou e sair todo satisfeito, pois a mecanicidade atrai forças externas que recarregam nossas baterias para que cedamos mais para fora de nosso próprio corpo.
O homem 4 perde menos energia do que o homem comum, o homem 5 quase não perde e o 6 e 7 só ganham em tudo e qualquer situação externa da vida, pois a força e a energia vem da Luz que vem de Deus.

(04/10/2000) 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O TRABALHO SOBRE SI

                                        
Acreditar que aquilo que somos é a única coisa que existe em nós é um "sonho" ; é não aceitar a realidade. O que somos como ser é muito mais do que somos como gente. Quero dizer que o homem mecânico, trabalhador , com gostos e desgostos, é uma infinita parte do que ele pode vir a ser um dia: uma pessoa equilibrada consciente. Digamos que estamos conversando com alguém, ou com algumas pessoas, rindo, brincando, ou discutindo sobre futebol, política ou outra coisa qualquer e de repente lembramos de nós mesmos. Imediatamente relaxamos a parte do nosso corpo que está tensa, continuamos a conversar, e nesse momento passamos a observar as pessoas, o assunto, tudo o que está fora e dentro de nós, olhamos nossos "pensamentos" e observamos o que aquilo nos faz sentir, quais as reações que temos, qual assunto nos atinge, com o que somos identificados, qual a parte do nosso corpo que teima em se contrair, qual o timbre de nossa voz, qual a parte de nós que se interessa pelo assunto, qual a posição que nosso corpo quer tomar, se falamos levados por interesse ou não, quem dentro de nós quer falar sobre aquele assunto. Neste ponto se mantivermos esta atenção tudo dentro de nós muda, e também fora de nós. E aquele que está observando está guardando energia que se transformará em consciência.
Acumulando nossa possibilidade de compreensão sobre tudo o que está se passando a nossa volta, passamos a ser um observador acima da montanha olhando tudo em nosso redor sem se identificar, sem raiva, sem rancor, contrações musculares, etc...Toda a energia do momento está a nossa mercê e neste momento estamos sob menor lei, estamos mais perto de algo superior. Estamos fazendo o nosso verdadeiro destino, estamos dentro do corpo com suas funções ( centros ), mas não somos nem as funções nem os centros, somos o observador imparcial sem lado, sem defender nada daquilo que temos dentro de nós. Os EUS que estão atuando estão sendo observados então vão se enfraquecendo e nós nos fortalecendo a cada instante. Passamos a ter a chance de nos tornarmos homens equilibrados pois na observação somos o fiel da balança. Estaremos no centro do palco da vida, e seremos também uma pessoa que atua e ao mesmo tempo assiste os acontecimentos tanto das pessoas como aquilo que acontece dentro e fora de nós. Nesta situação de observação eliminamos a metade das leis que vivemos no mundo normal ( físico ) e passamos a ficar debaixo de outras leis. Não devemos nos esquecer que no exato momento de não observação ( distração ) voltamos a cair e ficar sobre o dobro de leis como todas as pessoas, a lei do acidente, tudo nos acontece, inclusive nossos sentimentos, ações, etc... Nós temos três casos distintos de atitude de observação que podemos chamar de 1º, 2º  e 3º grau.
Na Observação de Si de 1º grau é quando estivermos sozinhos  tanto perto de pessoas como sem ninguém ao nosso lado, pois as duas situações podemos classificá-las como sozinhas (no momento que estivermos perto de pessoas  que não trabalham sobre si é como se estivermos perto de ninguém). Se estivermos em Observação de Si  nesta situação fazemos o exercício do dia e outros. Em cada situação ou posição exercitamos o mais conveniente além do obrigatório.
Na Observação de Si de 2º grau é quando estamos com um ou mais companheiros de trabalho e uma ou mais pessoas que vivem sem esforço interior nenhum de auto-observação. Nesta situação devemos sempre praticar a consideração externa e não procurar com atitudes ou gestos tentar acordá-la e nem fazê-la dormir mais; apenas agimos normalmente, com conversas agradáveis, piadas, etc... sem perder o objetivo da atenção interior. Temos que agir o mais discreto possível, e em certas situações até ficar contraídos com o rosto propositadamente.
Na Observação de Si de 3º grau é quando não há ninguém que não esteja no trabalho , isto é , todos são do trabalho e estão com o mesmo objetivo. Podemos até chamar de campo de batalha, ou cadinho.  O objetivo deve ser comum: acordar e permanecer neste estado o maior tempo possível. Nada que faça se distrair se deve permitir entre os praticantes. E podemos estar em diversas situações que chamamos de A, B e C.
A) É quando o grupo está sem obrigação imediata de trabalho, e estamos conversando. Nesta situação devemos ter um assunto que se desenvolva naturalmente com as idéias do trabalho. Não se deve procurar se distrair. Podemos conversar sobre tudo e todas as coisas que quisermos, mas sempre com o objetivo de estarmos atentos e aumentar nossa compreensão sobre o trabalho.
B) É quando um ou mais estão fazendo um serviço comum e outro(s) não estão fazendo. Quem estiver fazendo deve procurar fazer o mais perfeito possível e quem não estiver participando deve observar ao máximo o companheiro e mostrar possíveis falhas em sua obrigação, de maneira atenta e objetiva, nunca somente de opinião pessoal. Sempre dentro de uma lógica e razão, ajudando em algo e não atrasando ou atrapalhando.
C) É quando  todos estiverem trabalhando ( domingueira, sabadeira, mutirão, etc... ) Deixar de lado todas as fraquezas e preguiças de amizades mecânicas, distrações , brincadeiras, etc. Nada deve ser feito sem o objetivo de acordar o companheiro e manter a atenção sobre si.
Ao partir para uma reunião de grupo objetivar que a reunião se inicia no momento da decisão que se toma de participar dela. Qualquer coisa que atrapalhe cumprir o horário deve ser observado porque acontece e perguntar a si mesmo: Porquê Comigo? No que falhei? Porquê o destino fez isso comigo? etc... E em cima disso se preparar para ter a liberdade de poder fazer o que quer com o seu próprio destino pois a maioria das coisas que nos acontecem, não somos nós que queremos.
A pessoa que está no Trabalho tem que procurar uma condição de poder fazer algo para si mesmo e avaliar a importância deste ato. Nada é acidental em nossa vida, tudo tem um motivo mecânico e automático para nos levar a dormir. Somente os nossos atos objetivos e programados do Trabalho nos dão a possibilidade de acordar e ter um destino verdadeiro que o homem merece, além daquilo que ele recebe na vida comum.
Encontramos 3 barreiras difíceis no Trabalho:
  • A primeira é encontrar alguém acordado que queira nos acordar, para isso temos que querer acordar.
  • A segunda é prosseguir quando forças externas nos tiram da meta de acordar quando estamos nessa escola com este fim. Que pode ser necessidade de dinheiro, farra, comodismo na vida...
  • A terceira é quando adquirimos um pouco de equilíbrio e vemos os outros dormindo e achamos que já temos  o suficiente para prosseguir sozinho. Este é o mais forte de todos pois tira a possibilidade da pessoa alcançar a imortalidade.

(06 de Julho de 2000) 

TIPOS DE HOMENS

 
Em nosso Trabalho temos sete tipos de homens e com isso também o seu nível de evolução, ou seja, sua situação na Terra. De uma maneira geral  as pessoas que conhecemos no dia a dia são um tipo de 1, 2 ou 3. Dificilmente são os tipos 4, 5, 6 ou 7.
Primeiro vamos falar sobre o homem número 1 seu centro de gravidade situa-se no centro motor, queremos dizer que em sua vida tudo gira em torno de movimentos e para ele isto é o mais importante. Sua mecanicidade e seu sono estão situados nos movimentos e repetições de fatos relativos a decorar frases e assuntos; também o seu centro instintivo é o que o conduz na vida. O mais importante para esse homem é a aventura, o esporte, a dança e frases estereotipadas. A vida para ele é comer, beber se movimentar e repetir constantemente fatos. Até sexualmente ele mecaniza e decora fatos que viu e decorou e engana a si mesmo se satisfazendo com repetições no dia a dia; ele é puramente motor, ao falar, ao comer, dançar, etc... Não há novidade em sua   vida, tudo é repetitivo e mecânico até a sua maneira de dormir e viver.
O homem número 2 é emocional. tudo é emoção, não gosta de ginástica nem de esforço físico, só gosta de sentir emoções e tudo para ele é sofrimento ou  alegria, tudo de forma mecânica  e casual. Uma hora gosta de uma pessoa, no momento seguinte de outra, num determinado momento está apaixonado e no outro odeia e despreza. Num momento fala bonito e diz poesias fantásticas e no momento seguinte vocifera e diz palavrões. Seu sentimento é quem conduz sua vida. Anda cegamente sentindo em si a menor partícula de uma emoção e tudo para ele é buscar emoções Para poder viver delas, sem contudo, se esforçar fisicamente. Seu sexo é para buscar novidade e se diz apaixonado por qualquer pessoa ou ato.
O homem número 3 é o intelectual, sua cabeça é o centro de sua vida. Vive na fantasia e imaginação, para fazer qualquer pequena coisa, pára e julga que está pensando; fica conjeturando e lendo, vive dos livros e fantasia seus conhecimentos achando que é o que escreve ou lê. Quando lê aventuras, é um aventureiro; quando lê um romance, sofre; acha que sabe tudo e tem resposta para tudo, mas na prática é zero. Nada consegue fazer a não ser escrever ou ler, isso quando não fica olhando as coisas e imaginando fantasias. Não consegue nem lavar nem limpar nada . Não possui iniciativa para nada, tudo que faz é se mexer de um lado para o outro, esperando que as coisas aconteçam. E fica julgando a todos com seu ponto de vista achando que só está certo o que ele sabe. A sua mulher tem que ser bonita, não precisa gostar dele, basta ser bonita e quando aparece outra melhor, ele troca, se não der trabalho. E para a mulher é o homem mais lógico em seus sentimentos, trabalhador, correto, etc... Se falarmos de profissão, o braçal ( dançarino) é o número 1; o intelectual é o vendedor, escritor, cientista, matemático, etc... e o emocional é o ator, poeta, cantor. Para cada um existe uma forma mecânica de existência, os 3 estão dormindo e satisfeitos com seu sono. Nenhum deles está acima de um ou outro, estão iguais na escala da evolução.
O homem número 4 não é fruto da educação, nem da sociedade e nem religioso comum. Ele é um produto de um esforço  sobre si mesmo. Ele possui algo dentro de si que o conduz a uma direção de evolução, não é um homem mecânico. Antes ele foi 1, 2 ou 3 mas algo dentro de si o fez procurar o Quarto Caminho ou uma Escola Espiritual ( Faquir, Yoga, Monge ). Fora disso ele é um desses tipos acima citados. Por mais livros que uma pessoa tenha lido, por mais rígida que seja sua regra de vida, ele não passa de um homem comum, ou seja, tudo lhe acontece. A sua vida é de medo, fraqueza e nada mais. Se faz fofoca, continuará fofoqueiro; se é vegetariano, continuará comendo vegetais, como um coelho sem nada saber ou sentir. Já o homem número 4 estará sempre atento e fazendo algo para conhecer a si próprio, nunca acreditará em si mesmo, sempre estará se observando e percebendo o que acontece em seu redor. é um homem atento, as coisas podem lhe acontecer, tudo pode desabar ao seu redor que permanecerá o mesmo atento e equilibrado. Não vive de imaginação nem de fantasia, vive perto da realidade, da existência, já possui um centro magnético. Tem uma direção na vida que não confunde com religião. O homem número 4 pode ser católico, judeu, muçulmano ou do candomblé, isto não importa em sua vida o seu objetivo é se conhecer e trabalhar sobre si mesmo para evoluir no  mundo e até dentro de sua própria religião. Conhece suas fraquezas e já luta para vencê-las. Podemos até falar que ele é um homem equilibrado.
Vamos dar o seguinte exemplo: um homem número 1 provocado para uma briga parte para o tapa sem se controlar e se tiver uma arma parte para matar seu semelhante. Age com o corpo físico.. O homem número dois na mesma situação ficará descontrolado e fará a mesma coisa mesmo sendo mais fraco; enfrentará o perigo se expondo sem pensar e sentirá prazer em ver o outro sofrendo. O homem número 3 não brigará no momento, mas pensará num jeito de se vingar ou uma forma de causar traição por meio de vingança. Não sentirá emoção nenhuma, mas satisfação pelo mal que causará no outro. O homem número 4 dificilmente perderá  o controle de si mesmo  e pode até agir violentamente, mas  controlará todos os seus atos e se matar pode ter certeza que foi necessário para sua própria defesa, nunca pode ser levado pela emoção, pela força ou pelo ato de vingança, ele já não é do círculo comum da humanidade, já está dando o primeiro passo para o círculo interno da humanidade. A sua vida já não lhe importa mais dentro da sociedade, o que importa é sua evolução e o seu equilíbrio. Já não é mais atingido pela vaidade, ódio, raiva, orgulho e etc. É um homem equilibrado. Já é aprendiz de feiticeiro, já consegue ver alguma coisa daquilo que um dia poderá ser sua vida que é outra realidade, não a conhecida. O homem número 4 está formando seu segundo corpo que é ainda um embrião de consciência e sua vida já tem momentos de consciência de si, às vezes pode até se distrair, esquecer, mas seu centro é equilibrado. Seu dia a dia é fruto de um esforço pessoal e de atenção. Seu corpo é seu veículo, ele já não é seu corpo físico. Já o homem número 5 já possui Consciência de Si e o 2o  corpo, sua existência não tem paralelo das fraquezas comuns. Só poderá conhecê-lo quem estiver ou for número 4, que perceberá nele o que lhe falta. Nós podemos ver abaixo de nós e um pouco acima não mais. Dentro da realidade em que vivemos, este homem já não sonha, pode até viver no mundo do sonho como vive aqui ou em outros mundos e outras realidades não conhecidas. Para o mundo é apenas um homem , com sua vida comum, para aquele que busca um mestre, alguém que sabe o caminho do despertar.
O homem número 6 pouco sabemos dele pois sua vida pouco dá para ser percebida de uma diferença do homem comum. Somente nos planos espirituais
mais elevados.
O homem número 7 é o perfeito, dentro da evolução humana.

(2o Semestre / 2000) 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Lembrança de Si

                                                 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiy-kF0A1zpjmh_Ga11ouHBRDNVYF1g21_L_DwzDCGFJh2EFIGw9PoxOb31VFJMvvFshaso4UOj7UiLmTXYPddu5hhX0JU7IwDxUbhT3nFJMmcpctUWN3WnMc1Qscyd6cN7t71BAuQgjiS1/s400/imagesCA2VVR50.jpg
Temos que saber a diferença na percepção de Lembrança de Si e Observação de Si . Ao estarmos distraídos no dia a dia, podemos repentinamente nos darmos conta de nós mesmos. Ao acontecer isto, devemos permanecer um tempo sem interferir no sistema de sensação. Por exemplo ao lembrar de si, flagramos os ombros tensos e imediatamente passamos a sentir o resto do corpo; os sons exteriores passam a ser definidos, etc. Após isto, entramos no processo de Observação de Si, dirigimos nossa atenção para um determinado ponto, vamos dizer que estamos conversando com alguém ou vendo um filme, ao colocarmos a atenção em nós mesmos e fora de nós, percebemos que o assunto da conversa ou o tema do filme nos identifica, mas que se nos esforçamos em manter a atenção em nós mesmos, esta identificação se torna atenção. Na conversa com outra pessoa passamos a ter um controle sobre as nossas emoções e pontos de vista, que são uma coisa mecânica e inútil, no nosso caso.
Para nós tanto faz ter razão ou não, o que interessa é o nível da atenção que estamos desenvolvendo. Somente isto poderá nos trazer algum benefício. Por isto continuamos a manter nossa atenção tanto em nosso corpo quanto no tema ou assunto. Se fizermos isto, um leque se abre e algo dentro de nós se separa tanto do assunto quanto da própria sensação e passa a ter um local independente dentro de nós. Passamos a ser o observador do mundo em que vivemos, incluindo nosso corpo com o que lhe pertence.
Qualquer fato externo que nos prenda está roubando energia que precisamos para nosso desenvolvimento. Somente assim não será, se este fato é feito proposital, premeditado e acima de tudo, tendo como base inicial o relaxamento e controle do nosso corpo e observações de nossas funções. O mundo externo é o alimento que precisamos para nossa evolução que vai depender de como o recebemos, se atento ou distraído. Todas as sensações do nosso corpo são para nos manter um contato nosso interior com o mundo exterior material. O resultado de um longo tempo desse esforço nos abre a janela de uma percepção superior sobre os mundos interior, exterior e a fusão desses dois que podemos chamar de mundo espiritual.
A vastidão de dados que podemos obter, tanto com ajuda externa como do nosso nível de percepção, depende da energia que conseguimos acumular, assim como da disposição de aceitar o que se passa fora do nosso controle, tanto no tempo como em nosso interior e fora de nós. E muitas das coisas que acontecem não são como queremos e sim como devem ser. Mas nem tudo é assim, aquilo que observamos dentro de nós pode ser como queremos se ficarmos atentos aos fatos que nos deparamos na vida. O número de vezes que Lembramos de si é o mesmo da chance que temos de acordar e passar a nos observarmos e só interferir a nosso favor quando for necessário para o nosso bem.
Aí pergunto o que é para nosso bem? O que precisamos? Para o nosso bem precisamos ter o máximo de tempo em atenção, isto é, de Observação de Si e precisamos nos desligar de tudo que nos faz dormir, isto é, tudo que não temos força de nos mantermos em Observação de Si . Nada do que fazemos identificados, distraídos, dormindo é útil para nós. A riqueza deve ser acumulada dentro de nós através desse caminho de luta interior que não é fácil, mas também não é impossível. A impossibilidade começa quando achamos que aquilo que defendemos na linha horizontal de nossa vida comum é o certo e deixamos de lado a  Observação de Si e com ela a espera do momento certo da ação consciente e até objetiva. 

(2000) 

Jovens

                                
Existem 5 tipos de jovens basicamente nos dias de hoje:
É o tipo de jovem que vive para estética, sexo e beleza. São os que marombam, fazem ginástica em Academia para mostrar o corpo, tomam bomba e vivem da exibição do seu próprio corpo como também para exibir suas namoradas para seus companheiros, sacrificando seus próprios sentimentos, e vão lutando contra a velhice que cedo ou tarde chegará mas eles não admitiram em hipótese alguma. “Sou mais forte ! Ninguém me vence! Sou mais belo! Olha como elas me olham! “É o que pensam, São os emplumadinhos, mostram apenas as penas como frangos que serão comidos com o tempo. Não devemos esquecer que também existem pessoas acima de 40 que são da mesma forma, ficam exibindo as pelancas como se fossem jovens , tentando competir com os jovens. Os homens com seus shorts e a s mulheres com seus balangandans  e suas pinturas exageradas.
“Quero outro mundo! Sou corajoso! Vou viajar com R$10,00! Uma fumadinha ( Kaya )  e já não tenho mais fome! Ninguém está vendo nada, só eu vejo tudo!”É o que pensam. Vão ao bar e aos botecos beber uma cervejinha, uma batida de limão ou um copo de uísque. Fugindo da realidade procuram como Peru de Natal um meio de ficar tonto com os olhos vermelhos ficam falando de futebol, filmes ou mulheres e se acham intelectuais porque leram Trotsky, Kant ou outros. Acham que são felizes até o dia seguinte quando vem a ressaca. Também tem os mais velhos que com suas barriguinhas e pernas  ficam escarrapachados nos bares bebendo até altas horas se achando o dono do mundo falando de política e futebol também; depois vão para casa cansados e tontos e caem na cama até o dia seguinte , quando acordam com ressaca para ir ao trabalho aos tropeções.
Revoltados. São aqueles que indo contra tudo o que está arrumado. Picham muro como quem defeca nas paredes. Aceitam qualquer  ideologia contra a estabelecida. Gritam em passeatas defendendo gays, Aids, menor carente etc...., Até abraçam a violência e racismo.Treinam luta para brigar contra os mais fracos. A sua revolta  é contra si mesmo pois fortalecem o corpo para o destruir depois. É como seus companheiros revoltados que dormem para não enfrentar o mundo levantando tarde e saem a rua achando o mundo cruel e que está contra ele. Também esses são aqueles mais velhos que não tem trabalho fixo, fazem bico a vida toda para se sustentar e passam a maior parte do tempo jogando nas pracinhas e indo à praia, sempre passando necessidade financeira e precisando da ajuda de alguém.
Conformados. “Sim papai! Já tomei banho para comer. Já escovei os dentes para dormir. Vou à festinha da Terezinha, que presente levarei?” São aqueles que como computador são massificados para seguirem o sistema e serem automatizados a casar com a mocinha bonitinha e “direita” filha de uma boa família. A mulherzinha grávida indo ao teatro toda arrumadinha, o quartinha azul esperando o bebê e a empregada para cuidar do seu futuro filho. “Vamos ver TV!” Fim de semana na casa dos pais e férias em Búzios. Como a sociedade pede que eles não tenham barriga, isso os preocupa muito. Procurando uma academia de ginástica e correndo na praia procuram manter a forma física para apresentar ao público. Temos também aqueles que abandonam o próprio corpo se empanturrando com tudo o que vê pela frente no churrasquinho de fim de semana e jogando tênis com os amigos , com uma latinha de cerveja do lado e rindo de piadas sem graça, agradando uns aos outros com uma falsa modéstia, sempre com um sorriso nos lábios até acabar o dia.  A sogra vai dormir de um lado, a mulherzinha do outro lado e assim termina mais um fim de semana.
É aquele que não aceita o que a vida lhe dá como educação e sistema de comportamento. Vêem seus pais como mau exemplo na bebida, comilança e sexo. A família cada um do seu lado não vê a sua existência. A mãe pede algo, o pai outra coisa, a escola também e assim sucessivamente ; de todos os lados uma exigência da vida. Vão do comportamento a maneira de se vestir. Então saem à procura de espiritualismo. Se estiverem sorte de escapar dos charlatões e acharem algo que mostre alguma realidade do mundo espiritual e não se fanatizarem com “religiões”, poderão um dia achar algo que os conduzam a um caminho verdadeiro sem serem levados pela fantasia que existem nas tvs e na rua.
Quais são os Caminhos Verdadeiros? São aqueles que poderão criar algo dentro do homem, como consciência e com isso uma alma. E para isso é necessário um esforço que dificilmente eles terão, como para seguir o Caminho do Faquir, Yogue ou Monge. A única chance é se persistirem no Quarto Caminho que é o que seguimos.
(15/11/2000) 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Círculo Interno E Externo Da Humanidade

                                          
O homem comum (1, 2 e 3) pertence ao Círculo Externo da Humanidade. A história que aprendemos desses homens através dos livros, filmes e na escola é baseada em fatos de guerra, política e movimentos populares, além das diversas culturas e povos que tomamos conhecimento em nossa vida. Mesmo aqueles mais famosos entre os homens que movimentam a massa humana recebem influência de dois lugares distintos: dos planetas (Lua) e do Círculo Interno da Humanidade (que são homens que já alcançaram um nível de ser equilibrado e até a imortalidade). Estas duas influências são constantes e não cessam em hipótese alguma.
Enquanto as influências planetárias através do Sol conduzem a humanidade para a própria evolução dos planetas em conjunto, o Círculo Interno da Humanidade conduz os homens não comuns para a evolução dentro da sua própria individualidade, isto quer dizer que os planetas evoluem através do homem e a vida orgânica da Terra. Enquanto os homens do Círculo Interno trabalham sobre si mesmo através do seu próprio esforço e não na lei do acidente, que é o comum da humanidade.
O homem ao dar as suas energias a evolução planetária também evolui, só que a lentidão dessa evolução nós não a consideramos como a evolução do homem, mas da humanidade como um só órgão ou grupo. Se pudéssemos dizer algo a esse respeito, diríamos que toda a  humanidade
está evoluindo junto enquanto os grupos que pertencem ao Círculo Interno procura a evolução de cada ser humano dentro de sua liberdade e individualidade. Se compararmos em termos de tempo, perderíamos a noção de anos dessa evolução, que teria uma diferença de milhões de anos entre um e outro, por exemplo: o homem de mil anos atrás evoluiu até hoje um mínimo (quase não dando para se notar nada) dentro de seu ser.
Um homem numa vida comum de sofrimento e felicidade vivendo 80 anos fez algo sobre si em toda a sua vida apenas alguns minutos de esforço e somente através de sofrimento voluntário ou catástrofe como a guerra, desastre e perigo inesperado na vida. As religiões como um todo são somente para o homem esperar a evolução planetária, digo, as religiões do Círculo Externo da Humanidade com seus guias espirituais e suas normas de conduta. Uma das características do caminho do Círculo Interno da Humanidade é a unidade de compreensão e entendimento, o que um sabe e afirma qualquer um que pertença a esse círculo também concorda e sabe, seja lá o que for. Não existe discordância nem aparência externa religiosa diferenciada, por isso que não devemos chamar de religião apesar de que as grandes religiões da humanidade já foram caminhos que cumpriram sua meta com o Círculo Interno da Humanidade, isto quer dizer que foram dirigidas pelo Círculo Interno da Humanidade.
Enquanto as religiões possuem normas, leis, regulamentos, uniformes, etc, os homens do Círculo Interno nem conhecidos são como religiosos ou guias espirituais, pois a sua influência sobre a humanidade é indireta e desconhecida do homem comum.
O Círculo Interno se inicia com o círculo esotérico que são os homens que já alcançaram o nível superior da humanidade, já possuem todos os níveis de consciência possíveis ao homem, possuem uma meta comum.
O Círculo Mesotérico é o intermediário, ou do meio, são homens que possuem todas as qualidades dos homens do esotérico, a diferença é que não conseguem expressar aquilo que conhecem como atividade externa. Sabem muito mais do que fazem. A sua compreensão também não é
discordante entre si, tanto faz um homem desses ter sua vida na China e o outro ser brasileiro, os dois possuem a mesma compreensão e não há discordância entre seus métodos e prática de evolução e Trabalho sobre si, o que um fala o outro concorda e sabe.
O Círculo Exotérico ou externo, são os homens do Círculo Interno que estão mais próximos do homem comum. Um homem do Círculo Exotérico pode possuir o mesmo conhecimento do homem do Círculo Mesotérico ou Esotérico, somente que este conhecimento, ou esta Filosofia não se
expressa por atos, mas também não há discordância entre eles. Este Círculo se encontra muito longe do homem comum, que pertence ao Círculo Externo da Humanidade. Eles estão muito acima da religiosidade comum que conhecemos, eles pertencem à humanidade, não a um grupo
religioso. Podem até estar dentro de um desses grupos, mas não são deles no seu interior, pertencem a um nível de ser conscientes da humanidade.
Círculo Interno da Humanidade
Círculo Esotérico – Homens com 4 corpos e com todos os níveis de
consciência possíveis ao homem ( Sol ).
Círculo Mesotérico – Homem com 3 corpos e com nível de consciência
objetiva (Planetas).
Círculo Exotérico – Homem com 2 corpos e com a consciência de si ( Terra ).

Círculo Externo da Humanidade
Círculo Exterior – São os homens de todas as religiões conhecidas e seus líderes ( não confundir com seus fundadores que eram do Círculo Interno da Humanidade ). Onde há discordância tanto na prática como nos atos, uns lutam contra os outros e possuem diversos pontos de vista. Não podemos considerar como caminhos, apenas obediência e regras de conduta na vida ordinária. A pessoa se conduzindo de acordo com as regras, interiormente não importa nada. Esta é a marca da religião comum.

A ordem e existência de um homem que é do Círculo Interno já não pertence ao mundo conhecido, a sua realidade é outra. Ele pode ser um homem comum exteriormente: mecânico, artista, etc,mas sua vida é de um outro nível e sua realidade  o conduz a um equilíbrio e liberdade não
imaginado pelo homem comum do Círculo Exterior. Aparentemente os homens do Círculo Interno da Humanidade são comuns e seguem as leis e costumes locais em que vivem, sua vida é normal mas
sua existência já não depende das leis comuns que conhecemos.
Um homem do Círculo Externo pode procurar praticar e até estar no Caminho Guerreiro, mas não é um Guerreiro nem um Feiticeiro. Estar no Caminho não significa que somos aquilo que procuramos.
(25/10/2000)

HOMENS SUPERIORES

                                             
Como já sabemos, os homens comuns 1, 2, 3 não são diferentes entre si em sua forma de ver e viver em nosso mundo. Tanto sofre o rico como o pobre.Todos tem suas fraquezas nos mesmos níveis e situações análogas.
A diferença inicia no homem número 4 que já não é mais atraído tanto pelo mundo normal, sua existência já possui um objetivo fora da realidade conhecida. Com um esforço interior e um trabalho sobre si esse homem armazena força que é consciência e como o tempo se cristaliza e se transforma num corpo independente do corpo físico, como primeira fase de uma existência superior ao mundo conhecido.
Um homem do nível número 5 já é consciente de si. Podemos dizer que ele é imortal diante do homem comum. Enquanto o homem comum após sua morte física perde também sua consciência do que é e onde está em pouco tempo o homem número 5 permanece por dezenas e milhares de anos comuns a nós, em estado de consciência onde ele estiver. O número 5 também é limitado em sua existência e diante de um homem número6.Este possui uma consciência muito superior aos outros homens. Tanto ele vê, como sabe e vai para locais que nós não temos acesso com consciência, no máximo podemos ter um vislumbre do que possa existir e onde possa estar. Para esse homem o número 5 é mortal diante de sua realidade e sua limitações desse nível é muito superior ao do homem número 5.
O homem número 6 já é um equilíbrio ao nível planetário, queremos dizer que sua existência no tempo é outra .
O número 7 tem consciência objetiva. Tudo ele sabe e sente. Seu nível é solar. Queremos dizer que seu estado é permanente, nada nele é subjetivo.Este nível de ser podemos dizer que no estado humano de existência ele é imortal em todo os sentidos conhecidos.
(15/11/2000) 

O EU REAL

                                                  
Em nossa vida existem vários eus que em um determinado momento controlam toda a nossa vida e assumem a responsabilidade como se fossem os donos de toda a nossa vida para sempre, mas eles só existem naquele momento. Num outro instante entra um outro eu que também se julga o dono de tudo o que faz e que nos rodeia.O pior é que em nossa lembrança achamos que somos apenas uma pessoa. O que nos ilude é que um eu assume e outro tem uma vaga lembrança do que o outro prometeu. E nós imaginamos que somos apenas uma pessoa. Essa ilusão faz com que as pessoas sempre prometam e nunca conseguem cumprir o que prometeram. Principalmente se essa obrigação é algo que não alimenta o orgulho, vaidade ou interesse pessoal.Quando nos determinamos a fazer um esforço para uma auto-observação, devemos estar preparados também para mudanças que ocorrem em nosso redor durante a atenção em si. Se tem momentos que somos levados pelas circunstâncias exteriores com pessoas ou não passamos a não aceitar que aqueles pensamentos e atitudes de nosso corpo não somos nós, temos a possibilidade de ver depois que o momento passou, quem realmente estava presente e qual eu se apresentou e o que ele sentia e queria.Tomamos uma decisão com toda a seriedade e achamos que iremos cumpri-la. Quando passa a hora mudamos; uma vez, duas, até dezenas de vezes e assumimos outro caminho completamente diferente daquele que anteriormente achávamos que seguiríamos. Somos uma legião de eus, a cada momento somos diferentes do momento anterior, mas algo fica internamente fixo dentro de nós sem que possamos perceber o que é, pelo simples motivo de estarmos distraídos, sem atenção que é o fruto de um esforço, que centraliza essa energia num ponto discreto de apenas observação, nada mais, este ponto é também um eu, fraco inicialmente, mas que pode se fortalecer e tomar a força dos outros. Para isso a pessoa tem que saber inicialmente onde quer chegar, ter em mente seu objetivo e depois a sua meta. Vamos dizer que uma pessoa se determine a ter mais consciência. Tudo que a leva a dormir deve ser eliminado e inicialmente observado. Uma pessoa gosta de forró, samba, pagode, etc...Quando ela vai para esses locais, ela é automaticamente levada a dormir. De que maneira? Cantando, dançando, etc...Para a pessoa conseguir observar quais os eus dominantes e quais as atitudes que a levam a dormir num desses locais, ela deve fazer qualquer exercício ao dançar, cantar, ou atuar se for artista. A energia negativa que circula num desses ambientes se tornará positiva se a pessoa se auto-observar de forma imparcial. Num lugar público de divertimento há energia sobrando para um caçador de força do Trabalho. Tudo está disponível num ambiente público de diversão: as pessoas, a música, mulheres, homens, bebidas, comidas, enfim, tudo pode ser usado, ninguém vê nada, nem quer nada, todos estão para se esquecer, se alguém está para se lembrar, pegará toda a energia circundante, será o rei da festa sem que ninguém saiba e se alguém perceber isso poderá também tirar proveito da situação e poderá até acordar por um momento. Infelizmente em seguida voltará ao que era antes e dormirá profundamente novamente, se esquecendo de si próprio ou daquele que lhe chamou a atenção. A força da atenção é material e há ambientes que a possuem em profusão, cabe a nós que estamos no Trabalho ter um pouco de energia para poder pegar a quantidade limitada de energia que existe nos locais. Num ambiente onde há dez pessoas com atenção, a energia será dividida com elas. Onde existem 100 pessoas e somente uma quer esta energia, tudo estará ao seu dispor. (Fim do 1o semestre de 2000)

sábado, 1 de junho de 2013

Possibilidades Humanas Na Terra

                                                 

De tudo aquilo que li, pratiquei, vi e senti até hoje, fiquei sabendo de muitas das possibilidades que temos de subir, isto é, de sair da situação em que estamos e prosseguir durante  a vida e ter um certo destino. Qual destino? Antes vou dizer o primeiro destino, aquele normal a todos os que vem fazendo um esforço comum de trabalhar para viver bem ou acumular dinheiro, poder político, esportivo, ou mesmo para prolongar a vida no corpo físico.
Desde que nascemos somos educados para aprender a viver no meio ambiente, crescer, casar, ter filhos e esperar a morte dentro ou fora das religiões, e neste caso viver a esperança de uma vida após morte ou mesmo indiferente a ela. É como se as pessoas vivessem enganando a si mesmas e aos outros, dizendo possuir o que realmente não tem; a esperança ou a fé. Na maior parte das religiões conhecidas, a morte é uma catástrofe e a tristeza abate aquele que fica, e o que vai partir; o temor e o medo de ir embora para o além. Enfim, ninguém quer morrer ou não quer que os amigos e parentes morram, atrás há um consenso interior de que a morte é um fim, uma despedida irreparável. Neste ponto todos são iguais, raríssimas pessoas estão fora deste fator. Das pessoas que conheço e conheci a morte é uma tristeza seja qual for a religião; católicos, judeus, protestantes, budistas, muçulmanos etc.. É como se o destino do homem terminasse com seu corpo físico (ossos, carne, sangue, etc. ). "És pó e ao pó retornarás", enfim todos aceitam este fato,  como sendo o destino comum da humanidade, morrer com o corpo físico Ao mesmo tempo todos tem esperança da continuidade após a morte, pelo menos a maioria não aceita a morte como o fim, acredita que algo continua, então, vive nesta esperança, sem na realidade nada fazer para descobrir ou mudar a situação deste destino. Fogem para as religiões para manter a esperança viva de uma salvação espiritual da alma, etc. então, seguem algumas regras alimentares, morais, ritualísticas e etc. até a morte chegar, e enquanto isto, vai vivendo, trabalhando, se divertindo para se alegrar e esquecer ou fugir de algo que existe na vida e aí, uma hora vai ter que enfrentar este algo, mas  enquanto isso, vai se escondendo no sexo, na bebida alcoólica , divertimentos.
Fora isto, existem outras coisas que o homem queira mudar  acima de tudo, como seu destino e tem esta possibilidade. A pessoa tem que primeiro, não estar satisfeito e aceitar que existem outras possibilidades e então ir atrás, procurar e o pior, aceitar que existem muitas coisas acima da sua compreensão. Aqui é um ponto crucial : que é compreensão. Normalmente as pessoas confundem que a compreensão é tomar conhecimento de alguma coisa, de qualquer maneira, lendo, vendo, vivendo, etc.. Vamos dizer que sabemos que 1+1 é 2, mas não compreendemos porque é dois e não três. A nossa cabeça, a parte intelectual dela tem um limite de compreensão. Por exemplo: mesmo que alguém fale, escreva ou mostre, continuamos a ter uma limitação de compreensão que nos limita dentro de tudo aquilo que sabemos ou que imaginamos saber. Na maneira comum de viver as pessoas vão destruindo todas as possibilidades que o ser humano tem no corpo físico. Tanto destroem sua saúde comendo o seu  e deixando o corpo parado, como as possibilidades latentes de vida fora da "matéria", conhecida como corpo físico. A compreensão está ligada ao nível de consciência, somente  através de um aumento de nível de consciência temos a possibilidade de evoluir e alcançar o verdadeiro destino humano que são os seguintes que conheço:
  • Criar uma alma que viva fora do corpo físico com consciência de onde está e o que está fazendo, com a memória de quem é. Este corpo tem acesso aos mundos mais sutis fora desse físico, mas mesmo tendo este acesso o nível de consciência é o mesmo que de tem aqui no plano físico, portanto, o esforço aqui é essencial, não conheço outra maneira de aumentar de consciência fora do plano físico, por isso estamos presos aqui. Temos a possibilidade dessa vida fora do corpo físico e lá temos outras tarefas e necessidades, tanto de locomoção, que é limitada, como de sensação e emoção que é diferente mas que tem o mesmo nível daqui, isto é, aquele que a pessoa tem aqui. De acordo com certos ensinamentos pode-se:

  • Criar mais dois corpos além desse
  • Criar uma outra forma física consciente, isto é mais um corpo físico
  • Permanecer com a energia que se acumula através do corpo físico parando seu envelhecimento e deterioração por algumas centenas de anos ou muito mais.
  • Além dessas três formas de se aproveitar a energia da vida, li sobre muitas outras, mas hoje dentro das limitações da minha compreensão  não tenho idéia como poderia ser possível, através de um esforço conseguir alem dessas.

O problema é: como conseguir energia suficiente para se ter o poder de armazenar tal energia? Como conseguir criar algo de real dentro de si mesmo? Não estou falando de um procedimento de atitudes externas, nem de conduta externa, pois por mais que a conduta externa seja diferente, estranha, a inferior pode continuar a mesma. Vou até exemplificar:

  • não dançar,  não fumar, não comer carne vermelha, não tomar bebida alcoólica. Tudo isto pode ser bom para a saúde do corpo físico.
  • Não faltar aos encontros religiosos, vestir roupas sóbrias , não assistir TV, não ir a festas etc. Tudo é no relacionamento externo.

Para se conseguir fazer algo nesta direção que uns chamam de luz outros de consciência, outros de salvação, tem que ser um trabalho interior constante, ininterrupto e alguns exteriores se for o caso de esforço coletivo, pois não conheço outra maneira de esforço, melhor dizendo: o esforço individual é em nossa vida comum de estudo ( trabalho, vida em família etc. ) e o esforço coletivo é quando estas pessoas que fazem um esforço interior se reúnem, com esta finalidade. O que fazer? Primeiro há uma necessidade de dúvidas que se conheça, e que se queira conhecer, para poder saber como o nosso corpo funciona, e este esforço não é de alguns dias, dura anos. Após este esforço inicia-se uma análise de todas as atitudes que se faça, tanto o que  gosta quanto o que não gosta. Em síntese, conhecer a si próprio através de uma auto observação, seguindo o Sistema que chamo "Gurdjieff"  pois nunca li nem vi ninguém que o fizesse em outro local, e para isto existe a necessidade de conhecer ou ter idéia de como a máquina humana é dividida, através do Sistema de Gurdjieff. E numa observação podemos perceber que nossa cabeça não é fixa naquilo que tem dentro dela, nem as nossas emoções, então, temos que ter como base a sensação do nosso corpo, pois ela não é volátil, depende unicamente de nós mantermos uma atenção constante sobre ela e a partir daí tudo, tanto o que acontece fora como o que acontece dentro de si mesmo. Este tipo de observação se dá simultaneamente, e quatro partes ( no mínimo ) em nós são observadas : a instintiva, a emocional, a intelectual e até a motora. Nesta observação estão incluídas nossas conversas interiores e até o que sabemos; em suma, toda a Personalidade (tudo o que aprendemos durante a vida) é observada. Este esforço costumo dividir em três partes com suas subdivisões:
  • Um trabalho diário com exercícios objetivos de conhecimento de si, que tem que ser comentado com alguém que já o tenha feito e  que tenha certa experiência. Pois existe a obrigação de fazer um depoimento do que foi feito, e isto cria um elo de grupo entre aqueles que querem acordar, muda a situação em que se encontra.

  • Exercícios coletivos de auto-observação para observar a parte motora do corpo e colocá-la em situação de desenvolvimento e autocontrole desse centro.

  • Periodicamente (mês) se isolar em grupo e intensificar ao máximo os exercícios para ter um aumento de energia em grupo. Nestes encontros se põe em prática aquilo que se diz querer. Podemos construir algo ( mutirão) e além disso trabalhos diversos manuais para se conhecer as limitações pessoais e desenvolvê-las com objetivo de se colocar interiormente. Aqui tem algo na Bíblia que é exato: "A fé sem fazer nada concreto, é morta, é um cadáver." E só sabemos aquilo que fazemos.
Há nisso uma lógica e uma razão inegável. Se o homem quer mudar , é o mesmo que querer ser outro, claro que melhor. Não melhor que outra pessoa,  mas melhor do que ele é até aquele momento. A perda de energia que o homem comum tem ( o que não se esforça para mudar, pois está satisfeito com o que é ), a pessoa para mudar ganha, contudo tem que estar insatisfeita com o que é. O que somos? Primeiro fracos e imaginamos que somos fortes, da seguinte maneira:
Qualquer coisa que acontecer  fora de nós muda nosso interior, significando que não temos uma unidade interior, somos mutáveis e frágeis. Quando não estamos imaginando coisas irreais da vida, estamos sentindo coisas que não tem nenhum valor, como raiva, ódio, ciúme, incertezas ou até alegria fútil, que tira toda a nossa força interior.
Além disso o nosso corpo fica ao abandono, com as musculaturas contraídas inutilmente, jogando fora uma quantidade enorme de energia que poderia ser transformada em consciência, em luz. Nas nossas atitudes só pensamos em nós mesmos, esquecemos que vivemos junto com os outros  e que até dependemos de outros para nossa existência equilibrada, pelo menos socialmente, e não os consideramos, pois perdidos em nossa distração achamos que só nós temos valor. Os pais por não perceberem o que acontece, confundem identificação com amor aos filhos, confundem egoísmo e  idéia de posse com o amor  aos filhos e por aí vai jogando toda a realidade da existência fora. Vai se matando durante a vida para quando chegar a morte não querer morrer. Vai criando um apego egoísta para quando chegar o momento da separação (casamento, perda do emprego, viagem obrigatória, etc.) sofrendo inutilmente se iludindo que gosta das outras pessoas, quando na verdade só tem apego e mecanicidade em tudo. Pergunto: Como alguém pode ajudar a outro se não sabe o que está fazendo? Como pode fazer alguma coisa para si próprio se não se conhece? Como pode ver se não quer abrir os olhos, ou ouvir tapando os ouvidos? A partir da aceitação de que tudo nos limita, até nós mesmos temos que nos libertar disso, e esta luta é titânica.
Há dentro de nós um EU observador e com ele uma série de fatos, entre estes fatos a Personalidade, que é mortal e sua função é apenas nos ajudar como intermediária entre o interior e o exterior através das sensações da parte instintiva. Se  pararmos para observar imparcialmente, começamos a separar o joio do trigo. Aquilo que nos serve e aquilo que é inútil, mas para isso é necessário um esforço , um trabalho sobre si. Com o passar do tempo este EU observador tem energia suficiente para ter uma vida e até um corpo de observação e de existência, um separado de todas as funções. Não para comandá-las inicialmente, mas para ter uma existência separada dentro e fora do corpo físico e suas funções ( intelectual, emocional, motora, sexual e instintiva ), quando isto acontece se forma uma unidade de todas elas que chamo de Essência e que pode existir independente dos fragmentos que há em nós. Na convivência, assim que acordamos de manhã começamos a enfrentar o mundo como ele é e não como queremos que ele seja. Dentro deste conceito fazemos parte destes acontecimentos, a saída para fazermos algo de concreto para nós é isolar-nos das forças que sugam nossa energia e nos tira a consciência de si, que nos impossibilita de ficarmos acordados. Então iniciamos sentindo o corpo, pois é a única maneira que conheço de ficarmos fixos em algum ponto. Para isto temos que senti-lo e a partir dessa sensação relaxar os pontos possíveis: rosto, abdômen, ombros, nádegas, braços , coxas e pernas (centro instintivo). Interiormente observarmos as vozes interiores, intenções, conceitos pré-formados, imaginações (centro intelectual). A partir daí as emoções que nos chegam, principalmente as negativas como raiva, ciúme desconfiança, impulsos de vingança, brincadeiras ofensivas a partir das emoções (centro emocional). Na simultaneidade da observação desses centros é possível fazer  algo, até controlar e daí ver o que pode acontecer fora de nós, pois já estaremos embasados em algo que não é falso. Ao olharmos para as pessoas e recebermos o que querem nos transmitir, desde uma simples conversa, até uma presença de alguém que nos satisfaz ou que é indiferente, ou que nos traga uma outra ação não positiva, temos a chance de analisar e até ver o que está acontecendo e escolher numa tênue linha onde nos situarmos, para continuarmos isolados da mecanicidade da vida e percebermos que se em nós mesmos os Eus não mudarem com as circunstâncias podemos ter a chance de ver outros Eus das pessoas mudando e com ele suas atitudes e sentimentos, com isto não teremos motivos de seguir o caminho do sono e do acidente. Pois será fácil de notar que tudo o que está acontecendo em nossa vida vai passar e com isto mudar os fatos, queiramos ou não, tudo vai passar, mas nós teremos a oportunidade de ficarmos sem passar, serenos, calmos, um pouco mais conscientes de si. Sacrificando o sofrimento que poderia existir dentro de nosso ser, trazidos pelos Eus que dormem e nos levam a tal. Não nos deixa dúvidas que para isto é necessário uma energia baseada inicialmente no pequeno desejo de querer algo. Então fazemos este esforço às vezes quando tudo nos favorece. Depois este pequeno desejo com a continuidade dos esforços diários pode se tornar uma vontade, e até podermos ter forças para receber toda esta energia que está a nossa disposição, em tudo o que fazemos, tanto sozinhos como com as pessoas que não se interessam muito, como também com os companheiros que se esforçam junto conosco. Até um dia sermos uma unidade com possibilidades de ir muito além e de ver e sentir coisas que nunca sentimos ou vimos, de caminhar por lugares que nem a imaginação de qualquer ser humano comum possa existir. E viver realidades estarrecedoras, avassaladoras, imensas, maravilhosas, que o ser humano tem todo o direito de viver, usar e estar juntos, unidos com a imensidão dessa criação divina ; ter a chance de poder sentir pelo menos um pouquinho dessa grande emoção de gratidão por temos essa oportunidade e até o privilégio de estarmos tendo a chance de podermos prosseguir além dos limites de nossa diminuta consciência e conhecimento que tanto usamos, sem sabermos que além disso há muito mais nos esperando.
Talvez a partir daí aprendamos a respeitar aquilo que recebemos e muitas vezes não temos a mínima idéia porque os acontecimentos se desenrolam completamente fora do nosso alcance lógico, compreensível diante da nossa vida. Dentro de todas estas limitações pessoais a existência do EU observador só depende de nossos desejos e a sua existência é independente de nossas funções, bem como a sua consciência de si. A energia que está ao nosso alcance dentro de nossas limitações pode se ampliar muito além, podemos passar a ter o direito de ver e sentir fatos muito além da nossa capacidade e nível de ser.
(15/ 05/ 99)